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    Henry & June - Diários não-expurgados de Anaïs Nin (1931-1932)

    Anaïs Nin

    L&PM Pocket
    2007
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9788525416513
    Português Brasileiro
    3.9
    420 avaliações
    Leram819Lendo55Querem797Relendo5Abandonos49Resenhas21
    Favoritos68Desejados797Avaliaram420

    Tirado dos diários de Anaïs Nin, Henry & June é um relato íntimo do florescer sexual da autora. Cobre um só ano - dos últimos meses de 1931 ao final de 1932 - da vida de Anaïs Nin em Paris, período em que ela conheceu o escritor americano Henry Miller (que escrevia então Trópico de Câncer) e sua bela mulher, June. Anaïs Nin apaixonou-se pela beleza de June e pela escrita de Miller; logo iniciou com ele um affair que a libertou sexual e moralmente, minou o seu casamento (com o banqueiro Hugh Guiler, que ela chama de Hugo) e a levou à psicanálise. Mas todo o novo mundo do sexo que lhe fora desvendado, seu relacionamento com Hugh e com o primo Eduardo não bastavam para tirar da sua cabeça a feminina June... Considerado por muitos o melhor livro de Anaïs Nin, Henry & June foi publicado na década de 1980, após a morte da autora. Não constou nos diários publicados em sete volumes a partir de 1969. Discute-se o quanto de ficção e fantasia contém - o que não tira em nada a força do texto de Anaïs; somente reforça a questão: não será a própria Anaïs a mulher misteriosa e complexa que a atraiu em June? Em 1990, o livro foi adaptado para o cinema, com Maria de Medeiros e Uma Thurman nos papéis de Anaïs e June.

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    Resenhas (21)Ver mais
    Eduardo picture
    Eduardo14/11/2009Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Páginas densas

    Quando me deparei com esse livro no sebo, uma palavra me veio à mente: devassidão. Ora, o que esperar dos diários de Anais Nin, contando sua relação com Henry Miller (dispensa apresentações) e June, sua esposa? Quanto a isso, o livro surpreendeu-me. É bem mais do que imagens eróticas. Aliás, é o que menos se encontra nessas páginas densas. Digo densas, acho que é a palavra ideal para definir essa . A linguagem de Anais é simples, agradável, sem floreios ou refinações léxicas. O que o torna denso, é o tema: quase sempre temos Anais discorrendo sobre sua vida e suas paixões, quase sempre Anais debatendo-se com seus sentimentos e seus desdobramentos. Não há espaço livre quase para o leitor respirar. Tudo é denso, carregado dos sentimento dela, que, não tenho dúvida, é daquelas pessoas embriagadas de tanta paixão. Alguém que ama demais. Por isso, Anais, que no começo desse diário (escrito entre 1931-1932) está casada com o banqueiro Hugo, ambos em guerra de ideias, vai aos poucos libertando-se: conhecer henry e june é um marco em sua vida. A princípio apaixona-se pela mulher, que é estonteante, magnetiza-a. Mas logo June se ausenta por uma viagem, e o espaço desse desejo é ocupado por Henry. Daí em diante, temos um jogo: Henry e Anais enlaçam-se. Liberta Anais sexualmente, mas não tira de Anais uma inquiteção. Ela vive em constante incerteza: ama Hugo. Não ama. Henry, que logo é desenhado como o homem de sua vida, mais tarde, perde um pouco de seu encanto. Anais ama June. Não ama, sente raiva. Ama de Novo. Henry sempre ama June, Anais ocupa seu espaço. Não, Henry ama Anais, June é um tormento do qual precisa se livrar. Não, Anais ama os dois. Ao mesmo tempo, Anais sente-se atraída por seu psiquiatra, Allendy, e ainda sente atração por Eduardo, seu primo, affair do passado. Sente desprezo pelo marido Hugo. Sente ternura por Hugo. Henry, Henry. Ele é o homem. Ou não? Henry, Henry. É assim, jogado no mar de inquiteções amorosas de Anais, que o leitor se sente. Uma experiência interessante ao final da leitura, é retornar ás páginas inicias, quando Anais apenas tem seu casamento incerto na cabeça, e sua relação com Eduardo. A leitura dessas páginas com as outras, as posteriores à sua relação com Henry-June, mostra o choque gigante que o casal trouxe à vida dela. Resumindo: pernas pro ar. Dizem que este é seu melhor livro. Não sei, a única coisa que li foram alguns contos pornográficos, que a própria autora disse que são ruins, já que ela escreveu apenas para divertir-se e ganhar dinheiro com eles. Quem sabe leio um romance dela, mas duvido que seja maior do que Henry Miller, seu grande amante. O final do diário deixa o resolução do triângulo Henry-June-Anais em aberto. Não fui atrás, não pesquisei. Sei que Anais não casou-se com Henry. E sei também que esse livro é muito bom. Denso.

    26 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.9 / 420
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas32%
    • 3 estrelas26%
    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas2%
    Anaïs Nin profile picture

    Anaïs Nin

    Anaïs Nin foi uma autora nascida na França. Tornou-se famosa pela publicação de diários pessoais, que medem um período de quarenta anos, começando quando tinha doze anos. Foi amante de Henry Miller e só permitiu que seus diários fossem publicados após a morte de seu marido Hugh Guiler. Seus romances e narrativas, impregnados de conteúdo erótico foram profundamente influenciados pela obra de James Joyce e a psicanálise. Dentre suas obras destaca-se Delta de Vênus (1977), traduzido para todas as línguas ocidentais, aclamado pela crítica americana e europeia. Foi realizado no cinema em 1990 um filme, Henry & June, dirigido por Philip Kaufman, que falava do período que Anaïs Nin conheceu Henry Miller. Anaïs Nin foi interpretada pela atriz portuguesa Maria de Medeiros.

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    Anaïs Nin