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    Bolero -

    Milo Manara

    DC
    2006
    45 páginas
    1h 30m
    ISBN-10: 8535909257
    Português Brasileiro
    3.8
    49 avaliações
    Leram79Lendo0Querem27Relendo0Abandonos1Resenhas1
    Favoritos2Desejados27Avaliaram49

    Falando do ano dois mil, geralmente se fazem conjecturas sobre o futuro. Nesta ocasião eu gostaria de sugerir o contrário: a palavra do ano dois mil olhando para o passado. Nada grave ou científico. Um lampejo no mundo dos simples, rápido e superficial. Tão superficial para reduzir a história da humanidade para uma história de sexo e violência. Parece que os homens não fizeram nada, além de se reproduzir, matar e mudar seus costumes. É uma história cheia de coação, crueldade e selvageria, dos genocídios e massacres, de atroz sofrimento infligido e sofrido. E de sexo. Tanto sexo. E não apenas para reprodução. Por exemplo, Procopio diz-nos que antes de se tornar imperatriz Teodora de Bizâncio conquistou uma grande reputação entre os bizantinos exercendo a sodomia com entusiamo e profissionalismo, ainda um adolescente. Mas estes exemplos são aos milhares. A história da humanidade está repleta de sexo e violência. Tanta violência. Bolero está repleto de belos desenhos onde personagens de toda a história da humanidade, da mais alta à mais baixa sociedade, protagonizam cenas de guerras, sexo, crueldade, comemorações e tudo que é inerente à espécie humana.

    Resenhas (1)Ver mais
    Jimmy Ramalho picture
    Jimmy Ramalho22/09/2025Resenhou um livro
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    Erotismo e Humanidade: A Reflexão Visual de Bolero

    Bolero, de Milo Manara, é uma obra que mistura erotismo, sensualidade e simbolismo, oferecendo uma leitura que vai além do simples prazer visual. A narrativa não segue uma linha tradicional de história; ela se desenrola como uma sequência de cenas que exploram a natureza humana, desde seus instintos mais primitivos até suas manifestações mais complexas. O ponto central da obra é o erotismo, usado não apenas para provocar, mas como uma lente para refletir sobre desejos, poder, vulnerabilidade e a forma como os humanos se relacionam consigo mesmos e com os outros. As imagens de Manara são detalhadas e elegantes, com grande atenção ao corpo humano e à expressão emocional, criando uma tensão entre beleza, sensualidade e, por vezes, violência simbólica. Além disso, Bolero pode ser visto como uma reflexão sobre a história humana e a cultura, mostrando como sexualidade, sedução e conflito sempre estiveram presentes, moldando comportamentos e relações. A obra provoca tanto pelo que mostra quanto pelo que sugere, exigindo do leitor uma interpretação além do literal. No fim, é uma obra que mistura arte e filosofia: visualmente hipnotizante, erótica e simbólica, mas ao mesmo tempo uma provocação intelectual sobre a condição humana.

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    Avaliações

    3.8 / 49
    • 5 estrelas29%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas29%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas2%
    Maurilio Manara profile picture

    Maurilio Manara

    É um desenhista italiano, mais conhecido pela vertente erótica da sua obra. Depois de estudar arquitetura e pintura, estreou no mundo dos quadrinhos em 1969 com a obra Genius, um conto noir sensual e sombrio na linha de HQ’s como Kriminal e Satanik. Trabalhou para publicações menores até ter sido convidado pelo "Il Corriere dei Ragazzi” para trabalhar com escritor Mino Milani. Os quadrinhos de Manara geralmente giram em torno de mulheres elegantes, bonitas expostas a cenários e enredos eróticos improváveis e fantásticos. O estilo de Manara favorece linhas mas simples e limpas para mulheres e reservam traços mais complexos para seus monstros ou outros elementos sobrenaturais. Muitos de seus quadrinhos contêm temas como bondage, sadismo, e voyeurismo, coisas sobrenaturais, e a tensão sexual sob diversos aspectos da sociedade italiana. Os seus trabalhos são bem esclarecidos e explícitos. O talento de Manara criou ao longo do tempo um clima de assombro e êxtase, e onde quer que esteja é celebrado e homenageado por fãs, e, devido a muitas de suas incursões aos quadrinhos mais “tradicionais”, também é extremamente reverenciado pela mídia popular ou especializada. Em 2015 lançou mundialmente a biografia em quadrinhos do pintor Caravaggio.

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    Maurilio Manara