O terceiro volume da saga As Brumas de Avalon inverteu as expectativas e alterou drasticamente a personalidade da maioria dos personagens de forma a garantir uma reviravolta na trama. O problema que isso criou foi a implausibilidade de algumas ações e a descaracterizaçao dentro do próprio mito.
Guinevere, por exemplo, deixou de ser um simples pivô da traição para se tornar uma mestra manipuladora, capaz de chantegear o próprio rei Arthur para seus intentos. Contrariamente a essa evolução, Morgana teve sua agência ainda mais reduzida, de forma que a feiticeira poderosa se transformou em pouco mais que um joguete e uma vítima lamuriosa.
A relação Lancelot e Arthur, detentora de uma das dispustas de lealdade mais complexa de literatura devido a seus laços de vassalagem, ganhou um verniz homossexual, tão obviamente colocado pela possibilidade de garantir um nicho através de um tema ainda polêmico, que reduziu o impacto da revelação, banalizando ambos os vieses.
Dispensável.