O último livro da saga compõe-se de duas narrativas que Zimmer Bradley esforçou-se para unificar, e tal medida causou certos vácuos e situações Deus Ex-Machina que impediram que o drama da errocada fosse realmente sentido.
Em primeiro plano temos a queda de Camelot, com personagens unidimensionais como Mordred e Nimue sendo sumariamente descartados num massacre shakespeareano para garantir a remanescência da personagem principal.
É através de Morgana, e sua visão narcisista, que vislumbramos o fim da antiga de religião e de Avalon, porém, a supramacia do cristianismo é visto de uma forma unilaterial, praticamente elitista, justamente por ser a personagem incapaz de sustentar a proposta inicial de uma sacerdotisa advinda de uma religião sem estruturação formal.
No todo, As Brumas de Avalon parecem ser uma fantasia que aproveitou-se de alguns temas populares do fim do século XX para tentar reformular um dos mais queridos mitos literários.
A ideia era boa, pena que não deu certo.