Revista Infraestrutura Urbana #44 - VLT da Baixada

    não informado

    PINI
    2014
    80 páginas
    2h 40m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Veículos Leves sobre Trilhos estão sendo implantados no Rio de Janeiro, Santos (SP), Cuiabá e Várzea Grande (MT), Natal e Brasília. Estudos e licitações para implantação do modal estão em curso em Salvador, Parangaba/Mucuripe (CE), Uberlândia (MG), Maceió, Recife e Petrolina (PE), Campinas e Osasco/Cotia (SP). Em todos esses empreendimentos, os valores são expressivos - de R$ 800 milhões a R$ 1,9 bilhão -, o planejamento urbano é complexo - envolve desapropriações, intervenções em áreas adensadas e integração modal -, os serviços de engenharia são multidisciplinares - abrangem obras viárias como túneis, viadutos, pontes e trincheiras - e os modelos de contratação divergem: grande parte tem sido licitada em Regime Especial de Contratação, há casos de Parcerias Público-Privadas, outros pela lei de licitações e, como se trata de uma tecnologia nova e com poucos fornecedores, há quem prefira lançar, antes, um edital de préqualificação de empresas para evitar concorrências malsucedidas, como já aconteceu. Por tudo isso - e também por uma boa dose do tripé que assola a infraestrutura brasileira (burocracia, má gestão e corrupção) - a implantação de muitos dos VLTs prometidos como principais legados da Copa do Mundo tem demorado a entrar nos trilhos. Em Fortaleza, a empreitada está paralisada e ainda aguarda nova licitação para retomada. A maior obra da Copa em Cuiabá só deve ser entregue em 2015. O projeto do VLT Carioca, chamariz do Porto Maravilha, foi apresentado apenas em agosto deste ano. E em Brasília, ainda não há data de conclusão. Por todos esses percalços, a reportagem de capa deste mês é uma grande expectativa. O primeiro trecho do VLT que ligará as cidades de Santos e São Vicente, em São Paulo, deve ser entregue no próximo mês, segundo o consórcio construtor. A expectativa é que o modal comece a operar em março. Na reportagem, desafios geológicos e urbanísticos resumem a complexidade executiva desse novo sistema. Pelas vantagens que ele promete - transporte de massa de alta capacidade e velocidade, não poluente, com paradas rápidas e em períodos previstos e baixo investimento em relação ao metrô - há de valer o esforço. Mirian Blanco editora

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