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    Nietzsche: Seminários de 1937-1944

    Martin Heidegger

    Vozes
    2015
    304 páginas
    10h 8m
    ISBN-13: 9788532648808
    Português Brasileiro
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    Heidegger mostra que a questão do ser no pensamento metafísico da filosofia ocidental, enquanto questão diretriz para Nietzsche, se desfigura significativamente transformando-se na questão pela vontade de poder como o ser do ente, que no esquecimento do ser do nihilismo se transforma em aparência (Schein), mostrando-se como o eterno retorno do mesmo. Com ela, a filosofia ocidental caminha para o seu fim, esse retorno do mesmo é o “começo a partir do fim”, e assim aparece no campo visual do “pens ar vidente” (sehende), realizado exemplarmente no seminário, a necessidade do novo começo. Com isso, Heidegger apresenta pela primeira vez pensamentos tirados do Beiträgen zur Philosophie (Vom Ereignis) (Contribuições à filosofia) (Do evento apropria dor) que surgia concomitantemente.

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    Felipe Souza picture
    Felipe Souza17/01/2024Resenhou um livro
    3 (Bom)

    O livro Nietzsche: Seminários de 1937 e 1944, de Martin Heidegger, é uma obra que reúne as anotações dos cursos que o filósofo alemão ministrou sobre o pensamento de Friedrich Nietzsche, considerado por ele o último metafísico da filosofia ocidental. Nesses seminários, Heidegger analisa as principais obras e conceitos de Nietzsche, como a vontade de poder, o eterno retorno do mesmo, o niilismo, a morte de Deus, o super-homem, a arte e a verdade. Heidegger mostra que a questão do ser, que é o tema central da sua própria filosofia, foi também a questão diretriz para Nietzsche, mas que ele a interpretou de forma equivocada, transformando-a na questão pela vontade de poder como o ser do ente. Segundo Heidegger, Nietzsche não conseguiu superar a metafísica tradicional, que se baseia na representação do ente como objeto, mas apenas a levou ao seu extremo, culminando no niilismo, que é a negação de todo valor e sentido. Para Heidegger, o niilismo de Nietzsche é a expressão do esquecimento do ser, que caracteriza a época moderna. Heidegger propõe, então, um novo começo para o pensamento, que não se limite à metafísica da vontade de poder, mas que se abra para o evento apropriador (Ereignis), que é a relação originária entre o ser e o homem. Nesse sentido, Heidegger busca um diálogo crítico com Nietzsche, reconhecendo a sua importância histórica, mas também apontando os seus limites e equívocos. Heidegger afirma que Nietzsche é o último filósofo da era da técnica, mas também o primeiro a anunciar a possibilidade de uma outra era, na qual o homem possa se relacionar com o ser de forma mais autêntica e poética.

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    Martin Heidegger

    Filósofo, professor universitário e reitor alemão, um dos pensadores fundamentais e mais influentes do século XX. Trouxe contribuições incontornáveis para o estudo da Ontologia, Fenomenologia, Hermenêutica e Existencialismo. Afiliado ao nazismo, nunca retratou-se.

    55 Livros
    109 Seguidores

    Martin Heidegger