No meio editorial costuma-se dizer que há dois tipos de revista: a revista de que você gosta e a revista de que você precisa. Téchne foi praticamente uma demanda do setor. Eram os anos 1990. Os programas de qualidade ganhavam força e a abertura de mercado propiciava acesso a novas tecnologias. As construtoras precisavam ganhar produtividade e qualidade. Mas a desmobilização da engenharia nacional havia deixado um vácuo intelectual, com impactos até hoje. À época, com mais de 40 anos de expertise em informações para a construção, a PINI compreendeu o chamado setorial e abraçou a ideia trazida pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Na gênese da revista, uma ideia estava clara: não bastava divulgar tecnologia, mas principalmente "embarcar" engenharia nos processos tradicionais. O "MBA" que a revista propunha aos leitores era: compare formas de fazer, mas faça o melhor com o que tem. Téchne foi alicerçada em três pilares: artigos técnicos, seção Como Construir e IPT Responde, ganhando corpo, ao longo dos anos, com mais reportagens cobertura técnica de obras e conteúdos de gestão e carreira. Nesta edição especial em que Téchne comemora 20 anos saímos a campo para responder: para onde caminha a engenharia brasileira? O que vai mudar nos próximos anos? As páginas a seguir combinam depoimentos do passado com olhares do futuro. Engenheiros de construtoras de todo o País falam sobre os desafios tecnológicos, sustentabilidade e ensino de engenharia. Esses e outros profissionais que pontuaram a Téchne ao longo de mais de 180 edições são o mais importante pilar da revista: eles alimentam nossas reportagens, fornecem pautas, escrevem artigos. Mas, principalmente, são nossos vigilantes da qualidade. Esta obra está em construção, mas seus pilares são sólidos. Paulo Kiss
