Você vê um lançamento de uma autora que fez uma série que você amou e já começa a dar pulinhos de alegria, coloca as expectativas lá no céu, e quando é lançado, larga TUDO que está lendo atualmente para começar a tal leitura, quem nunca?
Eu senti isso, fiz isso. No que resultou?
D-E-C-E-P-Ç-Ã-O.
Sério, extremamente sério.
Quando se fala em sereias, você imagina todo aquele contexto místico, de encanto e engano, de paixão por um som, criaturas assustadoramente belas e perigosas. Mas o ambiente que a Kiera criou? Não faz sentido.
Kahlen, Miaka e Elizabeth são ‘irmãs’, e sereias ‘contemporâneas’ porque podem conviver com humanos, em ambientes e ao redor de humanos, até mesmo ter contato físico com os mesmos, só que a voz delas é fatal. O ambiente criado é totalmente fútil onde elas podem se esbanjar com riquezas humanas e casas caríssimas porque a Água ‘consegue’ pra elas. Como? Eis a questão, não sei também.
O quesito sereia delas é definido em fazê-las cantas periodicamente, matando não apenas homens, mas mulheres e crianças também, para manter a Água alimentada e satisfeita. Não podem desobedecê-la, pois ‘Ela’ as salvou da morte quando ainda jovens, tornando-as sentenciadas com 100 anos de serviços para a Água.
Sobre a personagem principal, a Kahlen, ela é totalmente sem graça. Não tem suas próprias opiniões ou teorias, apenas deixa a vida seguir sendo serva de algo que a deprime.
O romance? É inexistente.
As cenas entre Kahlen e Akinli são basicamente escassas. No máximo cinco, onde estão juntos e numa possível sintonia. Mas não há magia neles. No se aproximar, conhecer, se envolver e depois se apaixonar. É simplesmente “oi, te conheci semana passada, cozinhamos juntos, EU TE AMO VOCÊ É A RAZÃO DO MEU VIVER E DO MEU RESPIRAR”.
O drama? Aventuras debaixo d’água, altos e baixos, cenas que te fazem prender a respiração de tanta ansiedade? Não tem NADA disso.
Uma história total e completamente desconexa, sem base, com personagens que não passam emoção nas aparições, com eventualidades que deveriam ser consideradas ‘A CENA FATAL’ e acabam por ser só mais uma parte de uma história mal escrita, sem ligação, e muito menos emoção.
Parece exagero, né? Pois não é não.
Mas seja realista ao avaliar, pois não é porque ela é a autora de A seleção que se deve morrer de amores por ela. Não levem a mal, eu AMEI A seleção, mas não esperem NADA da magia, humor, paixão, conexão e qualidade de enredo que vocês viram naquela série nesse livro, porque vocês não vão encontrar. Duas estrelinhas porque a escrita, somente a ESCRITA, não é tão horrível assim.
O resto? Bom, o próprio termo já diz, é o RESTO.