A bandeira da desoneração tributária para a construção de moradias é tão antiga quanto necessária. Houve avanços nesse sentido nos últimos anos, mas as medidas foram pontuais. Ainda não é possível visualizar uma política de Estado, de longo prazo, capaz de reduzir a carga tributária excessiva, por vezes reincidente, que impede o desenvolvimento da construção e o acesso às tecnologias e sistemas construtivos rápidos e industrializados. Depois de poucos anos de forte crescimento setorial, a antiga fartura de mão de obra evaporou. A necessidade de mecanização e industrialização dos canteiros é premente e não encontra estímulo em nenhuma política pública de qualquer esfera governamental. Pelo contrário. Em vez de adquirir o produto totalmente acabado, construtoras ainda optam pela pré-industrialização ou pela execução no canteiro para escapar de alguns tributos. Uma contradição absoluta, principalmente quando se trata de itens representativos nos custos. O assunto continua relegado a um segundo plano, dentro e fora das construtoras. O discurso de “montadora”, como pregam os bons profissionais, não voa sem um arcabouço tributário mais adequado aos novos tempos. Há bons exemplos a serem seguidos. Uma feira promovida pela Confederação Nacional dos Jovens Empresários do Brasil (Conaje) vendeu, no início de setembro, desde uma moto até um apartamento, tudo sem impostos. O Feirão do Imposto (www.feiraodoimposto.com.br) alcançou mais de 100 cidades brasileiras e foi destaque nos principais noticiários. Assim como essa, diversas outras iniciativas pela redução da carga tributária deveriam ganhar corpo em todo País.
Revista Téchne #175 - Centro Empresarial Senado
não informado
PINI
2011
96 páginas
3h 12m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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