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    The Earl Takes All (The Hellions of Havisham #2) -

    Lorraine Heath

    Avon
    2016
    384 páginas
    12h 48m
    ISBN-13: 9780062391049
    4.2
    24 avaliações
    Leram36Lendo1Querem44Relendo0Abandonos0Resenhas4
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    One summer night, Edward Alcott gives in to temptation and kisses Lady Julia Kenney in a dark garden. However, the passion she stirs within him is best left in the shadows as she weds his twin, the Earl of Greyling. But when tragedy strikes, to honor the vow he makes to his dying brother, Edward must pretend to be Greyling until the countess delivers her babe. After her husband returns from a two-month sojourn, Julia finds him changed. Bolder, more daring, and more wickedeven if he does limit their encounters to kisses. With each passing day, she falls more deeply in love. For Edward the embers of desire sparked on that long-ago night are quickly rekindled. He yearns to be her husband in truth. But if she discovers his ruse, she will despise himand English law prevents him from marrying his brothers widow. Yet he must dare to risk everything and reveal his secrets if he is to truly take all.

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    Eduarda Graciano do Nascimento picture
    Eduarda Graciano do Nascimento07/03/2018Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Um dramalhão desses, ladies!

    No primeiro volume da série Os Sedutores de Havisham (The Hellions of Havisham, no original) fomos apresentados, em segundo plano, ao Conde de Greyling, Albert, e seu irmão gêmeo Edward. Um é responsável, correto e totalmente devotado à sua casa e à sua esposa, Julia; o outro é aventureiro, festeiro, um tanto inconsequente e culpa Lady Julia Kenney por lhe roubar o companheiro de todas as horas. Julia e Edward não se bicam de forma alguma. Ele não faz segredo de seu desprezo pela “megera” e esta, por sua vez, quer mais do que tudo que o cunhado “desapareça”. Mas como dizem por aí: quem desdenha quer comprar, não é mesmo? Ficamos sabendo que alguns anos antes (a história se passa em 1878) Edward roubou um beijo de Julia num jardim durante um baile, passando-se por seu irmão. Depois do beijo, ele ganhou uma bofetada e, nos anos seguintes, inúmeras demonstrações de desprezo que foram devidamente correspondidas. “I’m beginning to suspect that he doesn’t dislike you at all. But I have yet to determine why he makes such a grand show of pretending to do so.” Como o mundo gira e o destino é traiçoeiro, durante uma viagem de irmãos – em que Julia insistiu para que Albert não fosse, mas em que Edward insistiu para que ele fosse - uma tragédia acontece e Albert acaba morrendo. Em seu último suspiro ele implora ao irmão que cuide de Julia, se passando por ele, para que ela não corra o risco de perder o bebê que está esperando (ela já havia tido três abortos). Quando volta para casa, Edward então precisa esconder não só sua identidade, mas a culpa que sente pela morte do irmão e os sentimentos que já nutria pela cunhada e que parecem aflorar cada vez que ele passa mais tempo com ela. “Christ, why did she have to look at him as though he were the answer to everything? Why did she have to make him wish he were?” Ai ai ai. Acho que vocês já me conhecem o suficiente pra saber que um dramalhão desses (apaixonado pela namorada do irmão? Sim, por favor) me pega de jeito. Eu não sosseguei enquanto não fui ler, pois em Codinome Lady V essa história me chamou mais atenção do que a dos protagonistas. Apesar de ter ficado bem claro qual seria a forma da autora tirar o Albert de cena - e eu preferir que ele tivesse ficado vivo, porque aí o drama ia ser maior, não tinha como essa história de amor não ser angustiante. Logo me lembrei do sexto volume da série Os Bridgertons - meu favorito por sinal - O Conde Enfeitiçado, em que o protagonista nutre um amor pela esposa do primo (que era como um irmão pra ele) desde a primeira vez que a vê e precisa reprimir esses sentimentos, inclusive um tempo depois que o primo morre. De fato, não é melhor que O Conde Enfeitiçado, mas em The Earl Takes All tem o diferencial de que a Julia simplesmente não suporta o Edward. Ou é o que ela diz. Ele é inconsequente, influencia o irmão de forma negativa, tira a paz de qualquer pessoa e – segredinho apenas dos dois – foi quem deu nela seu primeiro beijo, a cereja do bolo de ódio que ela nutre. Mas o problema é que esse bolo é bem doce e é mais do que óbvio que toda essa lenga lenga de “não suporto ele” é pura fachada. A Julia ama sim o marido e como ela não descobre - se ela descobre, quando ela descobre – que o rapaz que voltou da viagem à África não é o mesmo com quem ela se casou, vocês terão que ler para descobrir. Mas como eu ia dizendo, Julia ama o marido, porém é fato, vocês que leem o gênero sabem, que é muito forte a questão da alma gêmea e o Albert nunca fez ela se sentir como Edward faz. Prova disso foi o tal beijo que ele roubou há anos e ela nunca esqueceu ou perdoou, justamente por isso. “ – (…) Sometimes, I remembered a long-ago kiss in a faraway garden. And I would wonder things a married woman shouldn’t wonder. So I told my husband that I didn’t like his brother with all his bad habits staying with us. It was easier than acknowledging that his brother caused a whirlwind of confusing feelings within me.” Apesar de estar mais triste do que deveria pela morte do cunhado – sim gente, todo mundo acha que foi o Edward que morreu – ela se sente ao mesmo tempo mais apaixonada do que nunca e sofre por não poder tocar o marido, que recusa suas investidas ora alegando sua falta de cabeça devido ao luto, ora a gravidez da esposa. E aí está Edward completamente confuso e ressentido: ele perdeu a pessoa mais importante de sua vida (e se sente não só culpado mas também um traidor), deseja a única mulher que não pode ter e está mentindo para ela e para o resto do mundo (exceto para Ashe e Locke, seus irmãos de criação, que o reconhecem de primeira). Para piorar tudo, só falta o tão esperado herdeiro de seu irmão ser uma menina, o que fará com que o papel de Conde que ele vem desempenhando há algum tempo passe a não ser mais uma interpretação. Resta então esperar o nascimento do bebê e criar coragem para contar à mulher que ele ama que ela está viúva e vem vivendo, na verdade, com o homem que mais detesta no mundo. “ - The problem, you see, is that I fell more deeply in love with the man who recently shared my bed (…) So to be completely fair and honest, I have to subtract the depth of my love for Albert when he left and acknowledge that what remains is yours.” Preciso deixar essa dica: pra quem gosta de ler ouvindo música, leiam ouvindo Greensleves, uma música do folclore inglês que é importante na história do casal. É instrumental, então não tira a concentração e ainda relaxa. Claro que talvez vocês fiquem meio melancólicos, então melhor ainda haha. Se preparem pros suspiros e pra muita palpitação.

    6 curtidas

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    Lorraine Heath

    LORRAINE HEATH é filha de mãe inglesa e pai americano. Nasceu em Hertfordshire, Inglaterra, e mudou-se ainda criança para o Texas, nos Estados Unidos, onde se graduou em Psicologia — formação que a ajudaria na construção de seus personagens aclamados pelo público. Autora best-seller do The New York Times e USA Today, ela também é vencedora do prêmio RITA de Melhor Romance Histórico. Ela sempre sonhou em ser escritora e desde pequena tem uma queda por histórias de amor, sem dúvida fruto de uma infância regada a muitos filmes ao lado da mãe, que lhe ensinou que os melhores são aqueles que fazem "você se acabar de tanto chorar". Nasceu em Quando leu seu primeiro romance histórico, não só ficou encantada com o gênero como logo percebeu o que faltava nas obras: rebeldes, canalhas e libertinos. Desde então ela escreve sobre eles.

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    Lorraine Heath