Beleza -

    Roger Scruton

    É Realizações
    2013
    232 páginas
    7h 44m
    ISBN-10: 8580331455
    Português Brasileiro

    Numa obra instigante, Roger Scruton nos convida a refletir a respeito da beleza e do lugar que esta ocupa em nossas vidas. Como deixa bem claro, sua abordagem não é histórica nem psicológica: é filosófica. Assim, nos conduz por questionamentos como: a beleza é subjetiva? Existem critérios válidos para julgar uma obra de arte? Há algum fundamento racional para o gosto? Qual a relação entre tradição, técnica e gosto? Pode o belo ser imoral? Frente àqueles que consideram que juízos de beleza são meramente subjetivos, Scruton, com sua verve polêmica, questiona tal relativismo: "por que estudarmos a herança de nossa arte e cultura numa época em que o julgamento de sua beleza não possui nenhum fundamento racional?". E com sua contundência característica, declara: "Neste livro, [...] defendo que [a beleza] é um valor real e universal ancorado em nossa natureza racional [e que] o senso do belo desempenha papel indispensável na formação do nosso mundo". Concorde-se ou não com o autor, o fato é que não se pode passar com indiferença por seus argumentos. Se a intenção era fazer o leitor refletir a respeito do assunto, certamente os objetivos se cumpriram.

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    Pedro LDC Viegas27/10/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Completo.

    Beleza, obra do filósofo inglês Roger Scruton, trata de um modo relativamente acessível um tema que sem dúvida merece muita reflexão. Afinal, como o próprio Roger Scruton diz no prefácio: "A beleza pode ser consoladora, perturbadora, sagrada ou profana; pode revigorar, atrair, inspirar ou arrepiar. Pode afetar-nos de inúmeras maneiras." Isso pode ser constatado ao longo dos diversos capítulos nos quais o leitor vai tendo um vislumbre dos conceitos apresentados pelo autor. No começo do livro são apresentadas algumas noções de julgamento no capítulo Julgar a beleza. Seguem-se os capítulos A beleza humana, A beleza natural, A beleza do quotidiano, A beleza artística, Gosto e ordem, Arte e eros, Fuga à beleza e Pensamentos finais. Roger Scruton, ao longo do livro, tece paralelos entre o belo e o sagrado, mostra a diferença entre o belo e o sublime, entre o erótico e o pornográfico, fala sobre estilo, moda, beleza e desejo. Discorre sobre arte funcional, arte como entretenimento, beleza e verdade e arte e moralidade. Segundo o autor, a forma mais generalizada da degradação da arte é o kitsch (brega), mais do que a degradação da humanidade pela pornografia ou violência gratuita. Como li pouco a respeito do tema, achei bem completo o livro. Abordou vários aspectos da beleza com a devida profundidade, mas sem se tornar inacessível. Por tudo isso, merece cinco estrelas e vai para os favoritos.

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