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    Senhora (Mestres da Literatura) -

    José de Alencar

    Pae
    2010
    63 páginas
    2h 6m
    ISBN-10: 8598558125
    Português Brasileiro
    3.7
    43 avaliações
    Leram131Lendo3Querem23Relendo0Abandonos1Resenhas3
    Favoritos3Desejados23Avaliaram43

    Aurélia Camargo, filha de uma pobre costureira e órfã de pai, apaixonou-se por Fernando Seixas – homem ambicioso -, a quem namorou. Este, porém, desfez a relação, movido pela vontade de se casar com uma moça rica, Adelaide Amaral, e pelo dote ao qual teria direito de receber. Passado algum tempo, Aurélia, já órfã, recebe uma grande herança do avô e ascende socialmente.Passa, pois, a ser figura de destaque nos eventos da sociedade da época. Dividida entre o amor e o orgulho ferido, ela encarrega seu tutor, o tio Lemos, de negociar seu casamento com Fernando por um dote de cem contos. O acordo realizado inclui, como uma de suas cláusulas, o desconhecimento da identidade da noiva por parte do contratado até as vésperas do casamento. Ao descobrir que sua noiva é Aurélia, Fernando se sente um felizardo, pois, na verdade, nunca deixara de amá-la. E abre seu coração para ela. A jovem, porém, na noite de núpcias, deixa claro: "comprou-o" para representar o papel de marido que uma mulher na sua posição social deve ter. Dormirão em quartos separados. Aurélia não só não pretende entregar-se a ele, como aproveita as oportunidades que o cotidiano lhe oferece para criticá-lo com ironia. Durante meses, uma relação conjugal marcada pelas ofensas e o sarcasmo se desenvolve entre os dois. Fernando, todavia, trabalha e realiza um negócio que lhe permite levantar o dinheiro que devia a Aurélia. Desse modo, propõe-se a restituir-lhe a quantia em troca da separação. Considerando o gesto uma prova da regeneração de Fernando, Aurélia, que nunca deixara de amá-lo, é vencida pelo amor. Ao receber o dinheiro, entrega-lhe a chave de seu quarto e o casamento se consuma, afinal.

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    Helena Ferreira picture
    Helena Ferreira25/02/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Senhora (procure um psicólogo)

    Na minha viagem por clássicos brasileiros tão renegados no ensino médio encontrei mais um digno livro de 5 estrelas, a narrativa é maravilhosa a ponto de eu superar a aversão pelo banal, o desenrolar do romance dramático desse livro, se fosse em vias reais, poderia muito bem ser superado por meia hora de terapia e uma conciliação, entretanto, não serei a antiromancista a banir livros como este do seu mérito. Tenho até minhas inclinações a crer que autores como o José de Alencar na esfera nacional, Shakespeare, na internacional, tinham como objetivo ao formalizarem esses dramas justamente a crítica aos limites do amor próprio e da (in)sanidade de confiar toda a vida e felicidade na mãos de outro(a).

    2 curtidas

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    3.7 / 43
    • 5 estrelas26%
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    • 2 estrelas2%
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    José Martiniano de Alencar profile picture

    José Martiniano de Alencar

    Nasceu em Messejana, na época um município vizinho a Fortaleza. A família transferiu-se para a capital do Império do Brasil, Rio de Janeiro, e José de Alencar, então com onze anos, foi matriculado no Colégio de Instrução Elementar. Em 1844, matriculou-se nos cursos preparatórios à Faculdade de Direito de São Paulo, começando o curso de Direito em 1846. Fundou, na época, a revista Ensaios Literários, onde publicou o artigo questões de estilo. Formou-se em direito, em 1850, e, em 1854, estreou como folhetinista no Correio Mercantil. Em 1856 publica o primeiro romance, Cinco Minutos, seguido de A Viuvinha em 1857. Mas é com O Guarani em (1857) que alcançará notoriedade. Estes romances foram publicados todos em jornais e só depois em livros. José de Alencar foi mais longe nos romances que completam a trilogia indigenista: Iracema (1865) e Ubirajara (1874). O primeiro, epopeia sobre a origem do Ceará, tem como personagem principal a índia Iracema, a

    406 Livros
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    Ceará, Brasil

    José Martiniano de Alencar