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    Mulheres no Poder - Trajetórias na política a partir da luta das sufragistas do Brasil

    Schuma Schumaher

    Edições de Janeiro
    2015
    576 páginas
    19h 12m
    ISBN-13: 9788567854809
    Português Brasileiro
    3.6
    19 avaliações
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    O livro Mulheres no Poder: trajetórias na política a partir da luta das sufragistas do Brasil de autoria de Schuma Schumaher e Antonia Ceva é fruto de uma pesquisa, que se iniciou no ano de 2009, sobre a participação das mulheres no âmbito da política. Segundo as autoras: “Buscamos subsídios e materiais em acervos e instituições de todo o Brasil, recuperando memórias e histórias, muitas vezes esquecidas, da luta das mulheres do Brasil pela conquista do voto”. O livro se inicia no século XIX, com a vinda da família real para o Brasil, revelando a participação das mulheres da côrte nos assuntos políticos, sociais e culturais do país, acompanhando a luta das sufragistas pela conquista do voto, que ocorreu por decreto em 1932, até as eleições de 2010, quando tivemos pela primeira vez na História do Brasil uma mulher à frente da gestão do país. Histórias desconhecidas do imaginário coletivo são narradas, como a passeata que reuniu cerca de 100 mulheres em uma das avenidas mais conhecidas e movimentadas do Rio de Janeiro, a Avenida Rio Branco, em 1919. Lideradas pela educadora Leolinda Daltro, cuja palavra de ordem era a “conquista do voto feminino”. Bertha Lutz, Natércia da Silveira, Almerinda Gama, Alzira Soriano, Carmem Portinho são alguns nomes de sufragistas e feministas brasileiras que fizeram história rompendo barreiras de gênero e étnico-raciais bem delimitadas na sociedade da época. Além destas trajetórias, o livro, fruto de uma parceria entre a Rede de Desenvolvimento Humano, Fundação Banco do Brasil e Edições de Janeiro, traz biografias de deputadas federais, senadoras, governadoras, prefeitas das capitais, ministras de Estado e do Judiciário. Uma mistura de fotos, textos e contextos que emolduram trajetórias de mulheres que ocuparam e ocupam espaços de poder, tradicionalmente marcados pela hegemonia masculina. As autoras dialogam ao longo dos capítulos com a pauta política do movimento de mulheres, trazendo momentos e conquistas marcantes dentro do congresso nacional, como a aprovação da Lei Maria da Penha, nº 11.340/2006, que coibe a violência doméstica contra as mulheres. De acordo com as autoras o objetivo é promover uma mudança de mentalidade arraigada na sociedade e na cultura brasileiras, valorizar e estimular uma maior representatividade das mulheres nos espaços de poder, superando preconceitos e atitudes discriminatórias.

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    A. C. L.12/03/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma enciclopédia de Mulheres na política (partidária)

    Em geral gostei muito do livro! Graças a ele pude conhecer história de diversas mulheres que nunca tinha ouvido falar. Sempre apagam as mulheres e agem como se as mulheres não acessassem os lugares por falta das próprias mulheres. Esse livro mostra que não é verdade, muitas mulheres lutam por ocupar lugares nas políticas partidárias. E é importante conhecermos quem são essas mulheres? Importante ressaltar que o livro traz mulheres com trajetórias e pautas diferentes. Mostra que não somos todas iguais nem temos mesmo pensamento e mesmas lutas. Somos pluralidades, algumas pautas são conservadoras, outras punitivistas, o que me lembrou a pergunta: Basta ter mulher na política para ter políticas voltadas para as diversas pautas feministas? Quem são as mulheres que ocupam os lugares, quais as suas pautas? Qual a real possibilidade de atuação das mulheres dentro desses espaços? É vital, porém, desmistificar as mulheres, afinal, mulheres brancas já foram "donas" de pessoas escravizadas. Mulheres cisgêneras defendem posições transfóbicas. Enfim... Porém, acho importante apontar algumas coisas para podermos refletir, que me deixaram reticentes: 1. Em alguns momentos usaram o termo índia e achei bom trazer um texto que mostra o problema do termo: https://almapreta.com/sessao/cotidiano/resistencia-indigena-entenda-porque-o-termo-indio-e-considerado-pejorativo 2. Usam o termo "portadores de necessidades especiais" - sobre leiam: https://www.avanceestagios.com.br/blog/pcd-pne-e-ppd-entenda-qual-deles-e-o-termo-correto-para-designar-pessoas-com-deficiencia 3. O livro fala em alguns momentos de como as mulheres ficaram no espaço privado e da luta pela conquista do espaço público. Porém, cabe ressaltar que essas eram lutas de mulheres brancas, para entender melhor: https://youtu.be/K1-_8SoDepQ 4. Fala rapidamente sobre o Lima Barreto e no fato dele ter criticado Bertha Luz entre outras. Sobre isso, eu pesquisei e vi que é uma questão bem complicada, mas quando eu li, o que pensei é que ele criticava um feminismo branco (posso ter viajado, não tenho certeza). Enfim, botarei um artigo que aborda isso: https://youtu.be/K1-_8SoDepQ Por fim: Gostaria de ter lido mais sobre a trajetória da Lélia Gonzalez. Assim como acho que teria sido interessante racializar as mulheres cuja trajetórias foram compartilhadas. No começo do livro, as autoras falam quando são mulheres indígenas e negras, mas não quando são brancas e depois não mais racializam. Penso que seria interessante racializar todas. Até para perceber dentro das mulheres quem predomina na cena política partidária. Achei essa entrevista com uma das autoras e achei que poderia interessar: http://mulheresnarede.org.br/portal/index.php/2018/03/08/monica-francisco-entrevista-schuma-schumaher/ Enquanto lia esse livro comecei "Transfeminismo" de Letícia Nascimento e fica a pergunta: Quem pode ser mulher? E quem é a mulher que acessa a política partidária? Além do Transfeminismo indico leitura: 1. Lélia Gonzalez, 2. Constitucionalismo feminista 3. https://push.com.br/post/representatividade-x-representacao-entenda-a-diferenca-e-a-importancia

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    Schuma Schumaher

    Maria Aparecida Schumaher, conhecida como Schuma, é pedagoga, graduada pela Faculdade de Ciências e Letras Prof. José Augusto Vieira Machado(1978), e militante feminista brasileira. Como coordenadora da ONG Rede de Desenvolvimento Humano (Redeh), organizou o <i>Dicionário Mulheres do Brasil</i>, reunindo verbetes sobre 900 mulheres que tiveram impacto sobre a história do Brasil. Também coordenou a campanha "Quem ama abraça - Fazendo escola". Foi ainda dirigente da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB). Recebeu, em 2005, o Diploma Bertha Lutz. Atualmente é Coordenadora da REDE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO.

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    Schuma Schumaher