O OFICIO DE MATAR SUICIDAS

    JOSE EWERTON NETO

    ARTEPAUBRASIL
    2015
    111 páginas
    3h 42m
    ISBN-13: 9788599629451
    Português Brasileiro

    O oficio de matar suicidas é a história de um indivíduo que, por falta de outra opção na vida e decepcionado com sua própria covardia, um belo dia decide colocar um anúncio de jornal oferecendo-se para abreviar a vida daqueles que não têm coragem suficiente para isso. Os ofertas se sucedem e o matador, sem a mínima vocação para o ofício que se propôs, acaba incorporando uma notável dependência do exercício que lhe é exigido pelo ambiente e pelos personagens que passa a frequentar. A trama ganha em mistério e tensão de caso em caso, o que remete às encruzilhadas típicas do policial noir. No entanto, a linguagem satírica do autor explorando o tragicômico das situações, ameniza a morbidez do tema, fazendo com que o leitor seja seduzido pela narrativa leve e pela empatia do personagem ( com sua personalidade mesclada de auto complacência e ironia ) e cresça em expectativa, torcendo até o fim pela solução do seu destino. Sendo esta a terceira edição do livro, a editora destaca na contra capa a reprodução na vida real de episódios semelhantes ocorridos após a criação dos fatos e personagens desse romance, mostrando que , neste caso, a vida copiou a ficção.

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    Paulinha02/01/2017Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Surpreendente e marcante!

    Quando eu peguei o livro para ler, eu tinha uma perspectiva completamente diferente da qual eu tive quando li. A história começa contando sobre a vida rodeada de dúvidas quanto a ter uma profissão completamente autêntica. Se tornar matador de suicidas fez com que, ao ter um anúncio publicado em um jornal, atraísse os suicidas que temiam “apertar o gatilho” para a própria morte. A forma que o escritor descreve cada caso, em particular, mostra que não se tratava apenas de concluir o “trabalho”. Além das histórias de cada personagem, há um questionamento sobre a forma com a qual o homem se comporta mediante a sociedade. O consumismo, a tecnologia e a exaltação de imagens distópicas que levam ao protagonista sempre colocar em questão as consequências das suas atividades. Apesar de ser classificado como um romance policial, podemos destacar um caráter, em parte do livro, de característica distópica, pois questiona a atuação do homem moderno e as diversas ramificações das tentações que este mesmo âmbito exerce no indivíduo. Por ter apenas 111 páginas, o livro é bem rápido de ser livro, e prende o leitor até o final.

    1 curtida

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