Conquistando A Liberdade Interior - Curar as raízes da própria história

    Pe. Adriano Zandoná

    Editora Planeta
    2015
    238 páginas
    7h 56m
    ISBN-13: 9788542206098
    Português Brasileiro

    Ganhar asas, concretizar grandes sonhos, colecionar vitórias e realizações são o desejo de toda e qualquer pessoa. Todavia, ninguém será capaz de superar obstáculos e construir voos bem-sucedidos sem antes aprender a conquistar a liberdade dentro de si, curando as raízes de sua história e as aprofundando em terrenos que sejam fecundos e férteis. Se as coisas não estão resolvidas dentro de nós, não há qualquer realidade exterior que possa nos apaziguar e trazer contentamento. Essa é uma incontestada e sóbria sentença. Quem não tem liberdade interior, ainda que tenha tudo, será um eterno fugitivo de si e de suas feridas, e não encontrará uma autêntica realização. Liberdade interior é um trabalho artesanal, no qual o artista que trabalha a alma precisará compreender o acervo de experiências que compõe a sua trajetória, direcionando cada realidade para a beleza e a dureza da verdade que a pode libertar. Sem liberdade interior ninguém consegue ser aquilo que verdadeiramente é nem consegue desenvolver todos os seus talentos. Neste percurso precisaremos romper com os rótulos e máscaras que os outros e nós mesmos construímos, declarando uma verdadeira luta por nossa independência interior.

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    Marcus Eduardo28/07/2025Resenhou um livro
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    Conquistando a Liberdade Interior: Ressignificar não é fácil, mas pensar sobre é o começo

    Esse livro apareceu pra mim depois de uma indicação no Instagram. Eu tava num momento em que precisava de alguma coisa que me tirasse do lugar, não sabia exatamente o quê, só sabia que precisava. E ele veio. Não esperava muito, mas prendeu logo de cara. Talvez porque cutucou bem onde eu já tava tentando mexer fazia tempo, sem coragem. O capítulo que mais bateu foi o que fala sobre reconciliar as diferenças. Cara, esse pra mim é o calcanhar de Aquiles em qualquer relacionamento. Foi o mais difícil no que eu vivi, disparado. E ali o autor não romantiza, nem manda passar pano. Ele mostra o quanto é difícil, mas necessário. Me fez repensar posturas, decisões, dores que eu ainda carregava com raiva. Baixei a guarda lendo. Sim, em alguns momentos o livro parece repetir as ideias. Mas pra mim isso não foi problema. Quando se fala de trauma, perdão, ferida aberta, não tem outro jeito. É como se fosse uma espiral: você passa pelo mesmo ponto, mas em camadas mais profundas. E o Zandoná vai fazendo isso com uma paciência firme. Vai mostrando que tudo, no fundo, é sobre uma coisa só: ressignificar. Não acho que esse livro queira dar conta de tudo. Nem dá. O tema é gigante. Daria pra escrever uma saga inteira tipo Game of Thrones ou todos os livros do Stephen King e ainda ia ficar faltando coisa. Então, pra mim, esse livro é o ponto de partida. Um empurrão. Um convite pra olhar com mais calma. Me fez revisitar coisa antiga, infância, mágoas guardadas, atritos que eu achava que tinham passado mas que só estavam adormecidos. E, claro, os relacionamentos. Amorosos, familiares, espirituais. Foi tipo uma viagem pelas minhas crenças. Algumas boas, outras pedindo pra ser reescritas há tempos. É um livro que mistura fé com psicologia. Não tem resposta pronta, não tem fórmula, mas provoca. E é isso que me atrai em um livro: quando ele não vem com manual, mas com perguntas. Recomendo, sim. Mas não é leitura de ônibus, nem de pressa. É pra ler devagar. Anotar. Voltar. Respirar. Deixar decantar. É pra quem realmente quer se mexer por dentro. No fim, acho que fiz o que ele mais propõe: não foi só sublinhar frase bonita (apesar de que nem sublinhei nada kkkk). Foi absorver. Começar a aplicar. Mudar gesto por gesto. E isso vale mais do que qualquer capítulo decorado. Se eu tivesse que resumir essa leitura numa palavra, seria essa: ressignificar.

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