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    O Fogo (Linha do Tempo) - Diário De Um Pelotão

    Henri Barbusse

    Mundaréu
    2015
    408 páginas
    13h 36m
    ISBN-13: 9788568259047
    Português Brasileiro
    3.5
    7 avaliações
    Leram11Lendo2Querem48Relendo0Abandonos1Resenhas2
    Favoritos0Desejados48Avaliaram7

    O Fogo, publicado em 1916, retrata a vida de um pelotão de homens simples, vindos de diversas partes da França, e que esperam apenas sobreviver à Primeira Guerra Mundial e voltar à normalidade. A incompreensão das razões e propósitos da guerra justamente por quem costuma perder a vida nela, o desalento pelo descaso dos superiores, a generosidade no convívio entre soldados, a angústia da espera e a paradoxal monotonia do quotidiano da guerra são retratadas de maneira exemplar e comovente. Publicado durante a Guerra Para Acabar Com Todas As Guerras, permite que o leitor anteveja de forma singular o quão devastadora ela seria. Alguns dos escritores ingleses, inclusive, leram esse livro enquanto estavam nas trincheiras

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    Allysson Falcon14/07/2020Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Muito barulho por nada...

    Comecei a ler "O Fogo", de Henri Barbusse (1873-1935), com muito entusiasmo. Entretanto, o autor fez questão de ir diminuindo meu entusiasmo logo de cara. No fim, terminei de ler apenas com muito sacrifício. E não foi uma leitura prazeirosa, daqueles livros que amamos e nos lembramos para o resto da vida. A narrativa não flui bem, um tanto confusa, quando se pensa que o relato vai engrenar ele retrocede de novo. Problemas na tradução? Acho que esse não é o problema. Tendo se alistado no Exército francês logo no começo da Primeira Guerra Mundial, em 1914, já no fim de 1915 ele foi considerado inapto para o serviço militar, aos 42 anos de idade. Barbusse lançou seu livro de memórias da guerra ainda em 1916. Talvez esse seja o problema da obra: falta o distanciamento temporal que depura as idéias. A magnitude da violência em escala industrial da Primeira Guerra foi algo sem precedente. As pessoas levariam anos, décadas talvez, para poder compreender aquilo tudo. Não por acaso, os melhores livros de experiências da guerra surgiram anos depois dela, tais como: ‘Nada de Novo no Front’ (1928), do alemão Erich Maria Remarque (1898-1970); o autobiográfico ‘Memórias de um Oficial de Infantaria’ (1937), do poeta Siegfried Sassoon (1886-1967); o livro de memórias ‘Adeus a Isso Tudo’ (1929), do poeta Robert Graves (1895-1985); (a tetralogia) ‘Parades’ End’ (1924-1928), de Ford Madox Ford (1873-1939); e ‘Adeus às Armas’ (1929), de Ernest Hemingway (1899-1961)”. O texto árido e truncado de Barbusse apresenta vestígios de toque de caixa, correu para publicar rápido. Outro problema na obra se deve à defesa dos ideais comunistas que pululavam na época. A guerra surgiu como grande oportunidade para revoluções comunistas, a exemplo da Revolução Russa, de 1917. A propaganda comunista se aproveitou muito bem do caos do conflito. Há no texto inúmeras passagens onde o ódio ao militarismo, aos padres, aos valores da civilização ocidental, judaico-cristã, aos mais bem sucedidos e toda a velha lenga-lenga falaciosa esquerdista, os apologistas do fracasso. Barbusse era um comunista ferrenho, autor de pérolas como "o maior e mais belo fenômeno da História do mundo", ao se referir ao surgimento da União Soviética. Ingenuidade ou má fé? Sabendo que ele viveu entre os soviéticos e era um "protegido" de Stalin a resposta nos parece mais óbvia. Se quiser ler relatos muito melhores sobre as experiências vividas nos campos de batalha da Grande Guerra leia as obras citadas de Sassoon, de Hemingway, Erich Maria Remarque e o excelente "Tempestade de Aço", de Ernst Junger.

    2 curtidas

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    3.5 / 7
    • 5 estrelas14%
    • 4 estrelas43%
    • 3 estrelas14%
    • 2 estrelas29%
    • 1 estrelas0%
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    Henri Barbusse

    Henri Barbusse foi um escritor francês de família protestante. O seu romance Le feu (1916), em protesto contra a guerra, obteve êxito mundial. De convicções políticas fortes, Barbusse tornou-se comunista e fez parte do movimento de literatura proletária.

    8 Livros
    4 Seguidores

    Henri Barbusse