Bauman e toda a sua visão “singular” da contemporaneidade. Bauman não promete respostas e nem chegar a algum lugar com suas instigações. Mas ele nos mostra, nos mais variados temas e assuntos, as mudanças das ações e do comportamento humano entre a modernidade e a pós-modernidade. A ética já não é mais algo que se possa “prender” ou prever com a racionalidade. Mas a pós-modernidade é marcada justamente pela ambiguidade, pelo movimento, pelo contigente.
Não é uma leitura fácil. Bauman analisa o termo “ética” tentando compreender a moral dos dias atuais, mas também investiga as relações amorosas, a forma de consumo, a economia, a globalização, os espações de convivência, o sentimento de pertencimento, a alteridades……
Com muitas citações filosóficas densas e com muita construção argumentativa que o encaminha, acredito eu, para a futura formulação de sua principal teoria da Modernidade Líquida. Ainda assim, Bauman deixa um “sentimento” de que nem tudo está perdido. Ainda que não seja mais viável pensar em universalizar a ética, ainda é possível pensar de uma maneira nova, autêntica e genuína.
Acho que ainda preciso ler algumas vezes para apreender tudo que é posto e dissecado, mas a experiência da primeira leitura sem dúvida nenhum foi cansativa, mas muito satisfatória.