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    Pérolas dão azar -

    Raymond Chandler

    Bestbolso
    1938
    347 páginas
    11h 34m
    ISBN-13: 9788577990528
    Português Brasileiro
    3.8
    39 avaliações
    Leram74Lendo2Querem55Relendo0Abandonos4Resenhas2
    Favoritos3Desejados55Avaliaram39

    TRAGÉDIA EM BAY CITY, O JADE DO MANDARIM, O CRIME ERRADO, O CARRO DA MORTE, PÉROLAS DÃO AZAR - esta antologia, inédita no Brasil, resgata cinco contos clássicos da narrativa policial de Raymond Chandler, sendo três aventuras de Johnny Dalmas, detetive mulherengo para quem a policia encaminha os caoss estranhos e provavelmente sem solução, uma de jonnhy de Ruse, às voltas com um extravagante método de assassinato, e outra de Walter Gage, um cara disposto a conseguir dinheiro rápido, mesmo que para isso tenha de se encolver com brigas, mentiras e trapaças.

    Resenhas (2)Ver mais
    Israel de Oliveira Costa picture
    Israel de Oliveira Costa22/05/2016Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Os contos deste volume publicado pela Best Bolso oriundos da mente de um dos maiores gênios da literatura policial e de suspense, o incomparável Raymond Chandler, traz mais casos escabrosos resolvidos por um cast fantástico de detetives saídos da imaginação do autor: Johnny Dalmas, Johnny de Ruse e Walter Gage. Enquanto o outro volume publicado pela editora (Encrenca é o meu negócio) foca no maior detetive já criado por Chandler, Phillip Marlowe, protagonista de contos e romances, neste o foco recai sobre sua segunda melhor criação: Johnny Dalmas. Apesar de vermos os clichês que influenciaram o noir e grande parte da cultura pop até os dias de hoje, usados de maneira desregrada durante dezenas de anos, até a saturação, se voltarmos para a década de 30, o que se percebe é a originalidade. Juntamente com o outro grande mestre da literatura policial, Dashiell Hammett, Chandler definiu os clichês do gênero. O mundo sujo habitado pelos marginais e os desiludidos da sociedade, que saem à noite em busca de solucionar crimes pelo mero prazer de resolvê-los, ou pela grana que podem ganhar foi concebido inicialmente por mentes como a de Chandler, que retratou bem o submundo em seus contos. Beberrões, trapaceiros, drogados, pilantras e trambiqueiros sucumbem à justiça das ruas mantida por caras como Johhny Dalmas que não se furtam à necessidade de quebrar um queixo ou meter bala em alguém se for para solucionar um crime. Nos 3 contos estrelados por Dalmas, apesar de terem a mesma estrutura (o crime, a investigação, a suposta solução e a reviravolta final), cada linha segura o leitor e mantém uma história concisa e com desenvolvimento rápido e exponencial, o autor sempre acha de surpreender o leitor no final conferindo uma reviravolta no último instante. O que faz com que os contos fiquem ainda mais saborosos. O conto com Johnny de Ruse é divertido, mas um pouco parecido com as histórias de Dalmas, serve pra preparar o leitor para o melhor do livro, o conto que o batiza (Pérolas dão azar) com o divertido arremedo de detetive Walter Gage. Carregado com um humor despretensioso, Gage, beberrão por natureza, se mete a investigar o roubo de um colar de pérolas da patroa de sua namorada apenas para impressioná-la e em meio a bebedeiras e uma divertida linha de raciocínio inspirada nos contos de Sherlock Holmes (Gage tem até sotaque britânico), o improvável detetive conhece seu mais novo amigo de farras, Henry Eichelberger, e se metem numa odisseia regada a uísque barato, se embrenhando em hotéis vagabundos e rastejando junto com a escória da cidade. O mais legal é que Henry é o principal suspeito do roubo do colar de pérolas. Esse é o mundo de Chandler com seus contos e romances despretensiosos que definiram o gênero. Nascido das revistas Pulp, sendo o carro chefe da publicação Black Mask, Chandler saiu das revistas vagabundas para entrar na história definindo o que viria a ser o Noir e alimentando o que viria a ser a cultura pop nas décadas seguintes em tudo que possa envolver suspense e ação policial. Antes mesmo do gênero se tornar caricatural e repetitivo, o original pode ser lido nas páginas desses contos. Esses são os verdadeiros anti-heróis: párias, espertos, durões e beberrões. Essa é a fauna urbana de Chandler criada para habitar seu mundo-cão e marcar a literatura policial com alguns pequenos clássicos. Material despretensioso e diversão garantida.

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 39
    • 5 estrelas21%
    • 4 estrelas41%
    • 3 estrelas31%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas0%
    Raymond Chandler profile picture

    Raymond Chandler

    A Grande Depressão quebrou sua empresa, então começou a escrever para revistas pulp. Dez anos depois, seu primeiro romance: tornou-se renomado, foi para o cinema. A morte da esposa o derrubou, acabou amargurado como sua literatura.

    60 Livros
    139 Seguidores
    Illinois, Estados Unidos da América

    Raymond Chandler