Desde que conheci a premissa do livro, me interessei por ler a história. Apesar de já me sentir saturada de distopias, essa, por trazer o tema “extraterrestre” me chamou a atenção. Com o lançamento do filme, acelerei a leitura e não me decepcionei.
A história é narrada em primeira pessoa por vários pontos de vistas e eles vão se intercalando ao longo do livro, porém, achei os capítulos narrados do ponto de vista de Ben Parish, que se passam na base militar, meio chatos se comparados com os da Cassie, que é a história que realmente queremos acompanhar.
A leitura é fluída e a edição está bem bonita, sendo um livro rápido de ler. Cassie não é uma protagonista chata que fica chorando o que passou, pelo contrário, ela nos explica o que aconteceu antes do ponto onde começa o livro – e ela já está sozinha -, situando o leitor. Sua busca não se desvia e seu objetivo jamais é esquecido. Reencontrar o irmão é o que ela precisa fazer e não mede esforços pra isso. O conflito que ela entra ao encontrar um “humano” é bastante coerente, e a cena do mercado e do seu confronto com o homem machucado mostra que ela está disposta a sobreviver, mesmo não sabendo o que isso vai lhe custar.
Temos um certo romance no livro, mas não me incomodou durante a leitura, o que é um bom sinal. Já a revelação do que seria a quinta onda parece estar implícita em todo o livro e quando a revelação verdadeiramente se faz, não causa tanta surpresa. Mesmo assim, considerei um bom livro e estou ansiosa para ler O Mar Infinito e descobrir o que acontece daqui pra frente, já que o fim desse primeiro não dá muitas dicas do que virá.
LIVRO X FILME
Eu fui assistir o filme um dias depois que terminei o livro, portanto estava com a memória bem fresca sobre os acontecimentos. Não tenho muitas reclamações sobre as adaptações feitas na história, mas tenho com relação ao casting e plots da história.
Primeiro, achei muito desleal a escolha do ator que interpretou Ben Parish, sendo que Evan Walker é milhares de vezes mais atraente. Seguindo a descrição de Ben no livro, tinha imaginado ele mais com cara de homem e menos garotinho. Outro problema pra mim foi a cara de anjo da Chlöe, e gente, eu adoooro ela, mas não acho que o personagem tenha combinado com a atriz nesse momento. Ela está bem, mas poderia ter sido melhor.
Pareceu pra mim que a descoberta do que era a quinta onda, no filme, teve pouco efeito sobre a plateia e ficou meio: ok, é só isso? Outra coisa que não posso deixar de mencionar é que imaginei o negócio do óculos infra alien bem diferente, e jamais como aquele “verme(?)” grudado ao cérebro. Achei que fosse algo realmente como visão infra vermelho onde a pessoa toda aparece colorida através dos óculos.
Quanto ao final e ao futuro incerto de um personagem em específico, fiquei feliz de ver a mudança, bem como a ausência do – beijo -, que no livro me fez contorcer por dentro pela falta de coerência. Acho que o mistério ficou no ar e ajudou a amenizar algumas coisas do decorrer do enredo, com relação ao filme.
Acredito que se você não leu o livro, tenha uma experiência melhor com a adaptação do que eu tive. E não me entendam mal, eu gostei, mas sabe quando achamos que poderia ter sido bem mais do que isso? Pois é.