Igreja: vocação para desobediência pretende lançar luzes sobre as condições históricas e políticas que favoreceram o apoio maciço da cristandade protestante alemã ao nazismo, e a correlação de pressupostos teológicos do cristianismo positivo, a versão nazista do cristianismo, com os do protestantismo liberal. Todavia, o objetivo principal dessa obra não é ser, sobretudo, uma literatura crítica, de denúncia de um passado mal contado, de desconstrução da imagem de ícones, de personagens e de instituições. Certamente essa literatura não pretende passar a falsa impressão de que o protestantismo alemão só deu testemunhos de pusilanimidade e de vilania durante o regime nazista. A Declaração de Barmen, que é objeto de análise desse livro, prova o contrário, assim como o testemunho de não poucos heróis da resistência, como Dietrich Bonhoeffer, que testemunhou com sua vida e com sua morte a lealdade e a radicalidade do seu compromisso com o Evangelho. O objetivo principal desse trabalho é afirmar a centralidade da Palavra de Deus, isto é, do testemunho histórico de Jesus Cristo como chave hermenêutica das Bíblia e como critério, filtro e medida de toda teologia que pretende ser fiel à revelação, ou seja, espírito das Escrituras. E, consequentemente, alertar para as perigosas consequências da relativização desse princípio elementar, de se tomar palavras humanas como divinas ao subordinar a teologia a ideologias. Para essa empreitada nos servimos principalmente da teologia de Karl Barth e auxiliarmente da psicologia analítica de Carl Gustav Jung.
Igreja: Vocação para a Desobediência - Uma Leitura da Declaração de Barmen feita a partir da Teologia de Karl Barth
Julio César Silveira
Prismas
2014
227 páginas
7h 34m
ISBN-13: 9788568274118
Português Brasileiro
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