O Desertor - poema herói-cômico

    Manuel Inácio da Silva Alvarenga

    Unicamp
    1774
    69 páginas
    2h 18m
    ISBN-10: 8526806211
    Português Brasileiro

    O desertor: poema herói-cômico (1774) foi impresso pela Real Oficina da Universidade de Coimbra, por ordem do Marquês de Pombal, segundo informação do primeiro biógrafo de Silva Alvarenga, que o teria conhecido como seu aluno nas lições de Retórica e Poética. Quando O desertor sai à luz, Silva Alvarenga tinha 24 anos de idade e era aluno na Universidade recentemente reformada. Com efeito, o argumento heroico do poema é a Reforma dos Estatutos da Universidade de Coimbra, o que lhe dá sentido didático e encomiástico. Por outro lado, a dissociação deliberada entre o assunto baixo e a elocução ornada com palavras graves dignas de grandes feitos é o que fundamenta o subtítulo do poema que o enquadra num gênero misto que então já tinha modelos da poesia italiana, francesa e portuguesa que o autorizavam como tal. A fábula cômica é constituída pelas peripécias de um grupo de estudantes guiados pelo professor Tibúrcio, personificação da Ignorância, expulsa de Coimbra pelo Marquês, que restituíra a Verdade ao trono na velha instituição de ensino. Aristotelicamente fundada, a fábula é cômica, por definição, porque imita homens e ações piores, descreve matérias baixas e dignas de opróbrio. Assim, acumula tipos socialmente inferiores e/ou moralmente deformados, relata brigas comezinhas, com unhas e dentes, tumultos e bebedeiras, em lugar de triunfos da virtude. A comicidade do poema foi quase sempre desmerecida pela crítica literária dos séculos XIX e XX, provavelmente porque a elocução do poema é alta, imitando principalmente o estilo dos versos brancos heroicos de O Uraguai. Mas a graça do poema estava exatamente em narrar como grande coisa e com palavras infladas, as bravatas risíveis de personagens dignos de desprezo.

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    Loni Melillo11/04/2010Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    DOLROSO - MANTENHA DISTÂNCIA!!!

    Péssimo,cria um grande rebuscamento sobre uma história vazia. De fato, pretende-se que esse fosse o mérito artístico da obra, só existe um texto chatíssimo, em poesia e de leitura completamente irrelevante.

    1 curtida

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