O quanto de sexo tem nesse livro : 3/5
Quão explícito é :3/5
Drama: 3/5
Coerência : 4/5
Romance : 4/5
Frutas do campo misturadas à chuva morna.
Havia outra fêmea ali por perto... e, deuses todos poderosos, seu aroma doce era apetitoso.
Rune havia acabado de fazer sua última informante gozar e já visualizava a caça pela Valquíria, seu alvo.
Mas ao detectar o aroma da nova fêmea, pegou-se endurecendo mais uma vez dentro da ninfa.
Ela achou que a reação dele era por ela e lançou-lhe um sorrisinho maroto.
Inaceitável. Um macho jamais devia perder o controle de seu corpo durante o sexo. Ele retirou abruptamente seu membro, fazendo-a arfar, então a pousou no chão. Enquanto se vestia, ela cambaleou para se juntar às amigas. Elas provavelmente continuariam sem ele.
E lá vão elas. Que macho abandonaria um punhado de ninfas desejosas? Ele. Aquilo era uma ocorrência comum para ele.
Além disso, a fruta do campo anônima requeria investigação. Dava para perceber que ela estivera dentro do pátio - uma voyeur? - mas se afastara deles.
Se ela fosse tão gostosa quanto seu cheiro...
Ele fechou o pesado cinto. Sem olhar para trás, ele disse para as ninfas.
-Estou indo, pombinhas. Me chamem assim que virem a Nïx. E tentem conseguir uma mecha do cabelo dela.
Em meio a gemidos, uma ninfa perguntou.
-Para que quer passar pelos espectros?
Aqueles seres medonhos defendiam Val Hall, o covil das Valquírias, com uma guarda impenetrável até mesmo para um Møriør como ele. Mas esta noite ele aprendera - através do sexo - que havia um tipo de chave; se alguém oferecesse cabelo de Valquíria para os espectros, as criaturas permitiriam a entrada.
As ninfas estariam atentas a uma mecha. Por enquanto, elas se esconderiam nos carvalhos de Val Hall para espionar, alertando Rune sobre o regresso de Nïx.
Até lá, procuraria nas ruas pela profetisa. Depois de rastrear aquele cheiro. Outra ninfa perguntou a ele.
-Você não machucaria a Nïxie, né?
Ela não vai sofrer muito. Ele virou-se para sorrir para seu bando. Seu sorriso, ele bem sabia, era tão deturpado quanto sua moral e era um tanto falsificado; as fêmeas se excitavam ao vê-lo.
Outra pergunta para séculos.
-Machucar Nïx? - ele zombou. - Eu só quero conquistá-la. Que macho não iria querer dormir com uma Valquíria?
Ele já tinha feito isto, claro. Grande decepção. Ela ficou toda carente depois e as orelhas pontudas - característica típica dos fey - foram broxantes. Ele odiava os fey, odiava que suas próprias orelhas também fossem pontudas. As ninfas também as tinham, mas pelo menos elas gostavam de se divertir sem nenhuma pressão.
Conquista era algo que as ninfas entendiam. A primeira a quem satisfizera aquela noite disse:
-Nïx deve estar no bairro agora mesmo. Pelo menos até o amanhecer. Boa sorte!
Ele deixou-as suspirando pelo seu sorriso, enquanto se afastava do pátio. Precisava vasculhar a cidade atrás de seu alvo. Então porque estava indo atrás da voyeur?
Na rua, pedestres bêbados o rodearam. Fêmeas de olhos turvos o encararam com desejo.
Embora metade fey/metade demônio, ele conseguia se passar por um - muito grande - humano. Seu cabelo escondia as orelhas, e ele desenhara runas no arco e aljava que usava para os camuflarem dos olhos mortais.
Entre humanos havia outros imortais. A maioria o tomava por um fey durão - contanto que ele não expusesse as presas que herdara de sua mãe demônia.
Embora seu sentido de olfato não fosse tão aguçado quanto o de Darach, Rune conseguiu detectar a voyeur alguma distância à frente. Seu olhar fixou-se em uma curta minissaia preta e um traseiro incrivelmente atraente.
As coxas dela eram bem torneadas, mas rijas. Perfeitas para se fecharem em volta da cintura de um macho. Ou das orelhas pontudas dele.
Não que um macho venenoso como Rune pudesse satisfazê-la deste jeito.
Uma longa queda de cachos castanhos escuros desciam suas costas abaixo, parecendo tão sedosos quanto pele de mink. O top preto revelava uma cintura minúscula. Ela calçava coturnos e eles lhe caíam muito bem.
Se as tetas dela fosse tão empinadas quanto aquela bundinha atrevida... Como se obedecendo, ela se virou na direção dele, proporcionando uma visão completa da parte da frente.
Primeiro pensamento: Eu queria devorá-la inteira.
A pele dela era do alabastro mais pálido, os grandes olhos castanhos, fortemente delineados com kohl. Ela tinha maçãs do rosto salientes e um assombroso ar etéreo no rosto. Mas os lábios vermelhos eram cheios e carnais.
Ela usava um colar estranho feito de pedaços irregulares de metal. Parecendo perdida em pensamentos, ela esfregou um pedaço de metal no queixo.
Ele baixou os olhos e quase gemeu. Que tetas. Eram generosas, estava sem sutiã. Boa garota. Ele observou aqueles montes balançarem com seus passos cheios de confiança - uma visão gloriosa.
Ainda melhor, os mamilos dela estavam eretos contra a blusa. Ele apostava que sua performance causara aquela resposta.
Ele inalou mais profundamente. Oh sim, ele a afetava. Ao captar a excitação dela, seus músculos tensionaram, seu corpo enrijeceu tanto quanto seu arco.
O umbigo dela tinha um piercing com uma corrente delicada pendurada de uma argola. Ele adoraria esfregar o rosto nela. Sem descer demais. Se ele a lambesse, ela sentiria prazer num instante, então convulsionaria em agonia.
Seus fluidos corporais eram tão tóxicos quanto seu sangue negro. Presas e garras também.
A única coisa que odiava mais do que os fey era seu veneno. Se fosse matar uma pessoa, deveria ser de propósito... e não por causa de alguma anomalia da natureza...
Ele se recostou em um poste de luz estudando a fêmea. Maquiagem fantasmagórica, roupas pretas, coturnos. Como os mortais chamavam este estilo? Ah, ela era uma Gótica. Porque alguém procuraria reviver tal era humana, Rune não conseguia entender.
Mas com uma aparência tão etérea como a dela, tinha de ser uma imortal. Talvez outra ninfa? Não, muito voluntariosa.
Talvez uma súcubo? Se fosse ansiaria por sêmen, o qual ele não poderia dar, mesmo que não fosse venenoso. Ainda assim, seria impossível. Rune havia seduzido sua cota de devoradoras de semente, prometendo-lhes uma foda de trincar os dentes. O que ele sempre satisfazia.
Mesmo aquelas gostosas acabavam querendo mais dele. Após apenas uma foda, fêmeas não-ninfas geralmente se apegavam a ele, tornando-se ciumentas e possessivas.
Durante sua vida, milhares haviam buscado obter monogamia dele. Ele dava de ombros. O conceito lhe era incompreensível.
A voyeur não tinha segredos que ele desejasse e ele se arriscava ao seu apego. Então porque continuava inalando mais de seu aroma?
O que ela é? Ele tinha uma boa quantidade de curiosidade fey dentro dele e isso exigia resposta. Só seis metros os separavam.
Se ela fosse uma mestiça como ele, então como ele nunca, em todos os anos e viagens, havia apreendido sua combinação de odores? Não fazia sentido.
Seis metros de distância. Ele se moveu para bloquear-lhe o caminho. Ela ergueu o rosto, piscando em surpresa.
-Olá, pombinha. Então você ficou querendo se juntar à festa no pátio? - Ele a fez recuar até encostar contra uma parede e, naturalmente, ela permitiu. - As ninfas ficariam contentes em me compartilhar. E há muito o que dividir.
A surpresa dela diminuiu. Ela ergueu a cabeça para lançar-lhe um olhar de avaliação.
-Você estava assistindo, né? - o pensamento daqueles olhos enfeitiçadores acompanhando sua ação fez seu pau endurecer ainda mais. Será que ela iria negar?
-Eu realmente assisti - os olhos de sua voyeur eram desafiadores, sem um pingo de vergonha.
Aparência fenomenal. Voz sexy. Será que as orelhas dela eram pontudas ou arredondadas?
Ele torcia pelo último.
-Eu sei que gostou do show.
-Sabe mesmo? - ela inclinou a cabeça, fazendo com que os cachos sedosos cascateassem por sobre um ombro. - Até que foi mais ou menos.
O cheiro dos cabelos dela atingiu-o como um vento. Frutas do campo. Elas cresciam nos planaltos de sua terra natal, muito acima dos pântanos sufocantes onde ele trabalhara como um jovem escravo faminto. O cheiro delas o atormentava e distraía.
Espere...
-Você acabou de dizer mais ou menos? Asseguro-lhe que esta palavra jamais foi usada em relação à minha performance. - Ele observou fascinado os lábios dela se curvarem. O lábio inferior tinha uma covinha no centro que ele queria lamber. Mas jamais poderia.
-Performance - os vívidos olhos dela flamejaram. - Exatamente como eu descreveria.
Maldição, o que ela era? Então as sobrancelhas dele se juntaram pelo comentário dela.
Pelo último milênio, ele pode até ter consolidado seu... repertório sexual. Seu veneno limitava suas opções. Mas performance?
-Nunca tive reclamações.
Ela deu de ombros e seus seios balançaram sob a blusa. Ele umedeceu os lábios, distraidamente.
-Quer minha opinião honesta?
Como se ele se importasse com o que ela pensa! Ainda assim, sua boca disse.
-Diga.
-Você demonstrou potencial algumas vezes, mas nada que fizesse valer a pena eu tirar a roupa. Potencial?
-Então você não viu direito o que eu estava fazendo. Ela lhe deu um franzir de cenho exagerado.
-Minha honestidade feriu seus sentimentos. Não foi de todo mal. Que tal isto: há um clube de sexo ao vivo ali na outra esquina... aposto que conseguiria se inscrever na competição da noite de amadores.
Ele se inclinou.
-Ah, pombinha, se você é a expert no meu campo, gostaria que me desse um curso de aperfeiçoamento.
-Eis uma dica. Talvez devesse relaxar o suficiente para tirar as botas. Ou, ei, que tal remover também o arco e flecha?
-Parece um bom conselho, mas nunca sei quando posso precisar de minhas armas. Mesmo fodendo ainda fico atento aos inimigos.
-Você deve ter vários. De que tipo?
-Todos os tipos. Incontáveis. Em todo caso, eu nunca removeria meu arco; é um presente valioso. - Eras atrás Orion havia soltado Darach em um reino estrangeiro com uma única orientação: Encontre o arco Darklight com uma lua negra e sol branco entalhado acima da empunhadura. Uma semana depois, Darach havia voltado de olhos selvagens e com o arco na mão. Orion o havia dado a Rune, dizendo: Sua nova arma, arqueiro...
-Valioso? - o olhar da voyeur flutuou sobre o arco com um interesse intenso demais. -
Certamente você odiaria que ele fosse roubado.
-Nunca - por que estava se gabando para ela sobre sua arma? Ele recebia informações, não as fornecia.
Ele podia falar por horas sem jamais revelar nada significativo.
Ainda assim havia algo nela que o fazia querer se vangloriar. Já tomara mulheres mais bonitas. Ele já tivera semideusas debaixo do seu corpo. Porque a achava tão atraente?
Talvez porque esteja te desdenhando, Rune?
-Você é um bom arqueiro? - perguntou ela.
-O melhor de todos os mundos - se gabando de novo? Mas aquilo era verdade.
Inicialmente Rune havia resistido aceitar a arma favorita dos fey. A resposta de Orion:
Mesmo que você seja mais letal com ela do que todos eles juntos?
-Mundos, é? De onde você é?
-Muito, muito distante - ele se perguntou o que ela pensaria se dissesse que seu lar primário era em uma dimensão que se movia. Que vivia em um castelo místico cheio de primordiais e monstros.
-Quem te ensinou a atirar?
-Eu aprendi sozinho - determinado a merecer a atenção de Orion, Rune havia praticado até que a corda do arco estivesse manchada de negro, devido aos seus dedos ensanguentados.
-Se sua performance vai ser previsível, pelo menos que seja um bom arqueiro - ela mordiscou aquela covinha no lábio inferior e o pau dele pulsou dentro das calças.
Ela merecia ter aquela boca beijada até lhe toldar a visão. E ele não podia ser o macho que faria isto! Ele cerrou os punhos, e disse.
-Pode falar o que quiser sobre minha performance, mas você ficou molhada. Eu senti o cheiro.
-Você tem um pau, eu tenho uma boceta. Isto não significa que ela está à sua disposição. Ela era lacônica, quase agressiva. Eu a desejo.
-Vamos aos finalmentes ou não? O pátio espera e estou atrasado. - Ele não tinha tempo para isto!
Seu alvo podia estar vagando por estas mesmas ruas. - Ou podemos nos encontrar mais tarde.
-Sem chance - disse ela -, gosto de homens com paixão. Quando terminou, lá atrás, não dava para saber se tinha gozado ou segurado um espirro.
Ele estreitou os olhos.
-Eu tenho de manter o controle. Sou meio demônio/meio fey, um fey escuro por completo - ele afastou os cabelos para revelar a orelha pontuda - e se eu perder o controle, posso ferir minhas parceiras.
Embora fosse verdade, não corria nem o risco de perder o controle. Não há nada dentro de mim para refrear. Nenhum incêndio a conter.
De qualquer forma, aprendera a refrear-se também por outras razões. Ele percebera em tenra idade a dinâmica de poder trocada entre os amantes quando um deles sucumbia aos espasmos.
Poder era tudo, mesmo durante o sexo.
-É verdade que não pode beijar? - perguntou ela. - Eu as ouvi dizerem que você é venenoso.
Ele deu de ombros, como se esta limitação não fosse nada.
-Para todo mundo, exceto minha própria espécie - seu primeiro assassinato havia sido com um beijo mortal.
Com a lembrança de seu passado, ele cerrou as presas e pousou a mão da mulher em cima do seu pau.
-Acha que vai sentir falta? Eu compenso a falta de beijos em tamanho.
Ela deu uma leve apertada, então retirou a mão - como se tivesse se dignado a cumprimentar seu pau, e somente porque ele tinha sido inconveniente o bastante para aparecer por ali. O desdém dela podia rivalizar com o da velha rainha fey.
-Alguns homens da caverna carregavam grandes porretes. Isso não significa que eu iria gostar de ser atingida com eles.
Estremecimento interno.
-Eu tenho outros truques na minha manga. - Ele era bom com as mãos. Desde que retraísse as garras venenosas, podia usar os dedos para arrancar gemidos dela. - Encontre-me no pátio à meia-noite e farei você ver estrelas - ele lançou seu sorriso, esperando a reação que sempre despertava.
A vaca encobriu um bocejo. O sorriso dele se apagou.
-Pode ser que eu apareça - disse ela - se me levar para tomar um café.
Como um prelúdio ao sexo? Que infernos ele teria para conversar com ela, uma mulher que planejava foder? Ele tinha a visão meio limitada neste ponto.
Ela completou.
-Eu mesma não costumo tomar muito café, mas não é isso que as pessoas fazem?
O desejo dela de falar devia ser um estratagema para alguma coisa. De outra forma, isto significaria que esta fêmea quer algo mais dele... outra coisa que não sexo? Não, isto não fazia sentido algum.
-O que vamos conversar? - ele apoiou a mão na parede sobre a cabeça dela. - Você me diz sua verdade e eu te conto uma mentira?
Uma sombra cruzou a expressão dela.
-Todas as minhas verdades são mentiras.
A curiosidade o invadiu. Fêmea fascinante do [*****]. Ele estendeu a mão para acariciar os cabelos dela e colocá-los sobre o ombro. A orelhinha dela era abençoadamente arredondada no topo. Duas argolas decoravam a curva, enfatizando a forma perfeita.
Ele refreou um gemido. Para um macho como ele, nada era tão sexy. Ele queria beijar as orelhas dela, esfregar o nariz e mordiscá-las.
-Olha esses piercings. Mais algum escondido pelo corpo?
-Sim - só uma palavra. Sucinta. Sem explicações adicionais.
O suficiente para desencadear a imaginação dele. Suas garras se afundaram na parede de tijolos.
-Se vier ao encontro, vou te seduzir a fazer mais do que conversar.
Ela expirou como se tivesse chegado ao fim da paciência com ele. O que, de novo, não fazia sentido.
Rune despertava todo tipo de resposta de fêmeas: luxúria, possessividade, obsessão. Nunca exasperação.
-Você deve estar satisfeito após quatro parceiras.
-Aquelas ninfas foram somente um aquecimento. Sou chamado de Rune, o Insaciável, com razão. Nunca fico satisfeito - ele lhe disse honestamente, como se isto fosse uma boa coisa.
Ele se gabava com seus amigos, mas na realidade sua existência era bem exaustiva.
Sempre esperando pela próxima conquista, o próximo segredo...
Ele considerara hibernar após esta Ascensão.
Então se lembrara que podia precisar de pelo menos quinhentos anos para saborear suas vitórias. Ele se inclinou para sussurrar próximo às orelhas adoráveis dela.
-Talvez você seja a que vai enfim me satisfazer. - Isso não acontecia há milênios, ele não esperava que acontecesse agora, mas as garotas engoliam fácil aquele xaveco. Ele jogava esta isca porque as fêmeas do Lore gostavam de um desafio.
Aquela fêmea pressionou suas mãos quentes no peito dele, enterrando suas unhas pretas.
-Quer saber de uma verdade? - ela sustentou seu olhar. Os olhos dela eram hipnotizantes, as íris castanhas raiadas de um azul brilhante e âmbar.
Finalmente eles estavam chegando a algum lugar!
-Quero.
Em um sussurro arquejante, ela disse.
-Talvez eu não ligue merda nenhuma para a sua satisfação. Voz sexy. Palavras duras.
-O que você é?
-Você não sabe mesmo?
Ele negou com a cabeça, mas ela já estava afastando o olhar dele, perdendo instantaneamente o interesse.
-Chega disso - ela deu tapinhas no peito dele, então passou por baixo do braço dele. - Até mais,Rune.
-Espere, esqueci seu nome.
Ela caminhou de costas, lançando-lhe um sorriso deslumbrante.
-Porque eu não falei, tonto. Só garotos bons são recompensados - ela girou para afastar-se dele.
Ele ficou boquiaberto em descrença enquanto ela marchava rua abaixo. Ela atraía atenção de todos, deixando os homens mortais curiosos. Os músculos de Rune ficaram tensos para persegui-la, mas conseguiu se refrear.
Ele havia se tornado o mestre de seus impulsos. Nos primeiros séculos infernais de sua vida, seu corpo e mente fora comandado por outros.
Nunca mais.
Mas o dano estava feito. Ele havia se tornado tão indiferente durante seus anos mais jovem que se sentia como dois seres separados. E um deles estava morto.
Rune havia refreado o fogo dentro de si por tanto tempo que acabara por extingui-lo. E ainda assim seu coração trovejava nos ouvidos ao observar sua voyeur sumir na multidão.