Presença de corpo e alma Emocionante - não há outra palavra que possa definir a matéria de capa desta edição. A longa conversa que tivemos com Vinnie Paul foi muito mais do que uma simples entrevista para falar de lançamentos de CD ou assuntos puramente comerciais e burocráticos - foi como um papo entre amigos onde Vinnie falou de trabalho, mas também de amizades e inimizades, de família, da dor pela perda do irmão, enfim abriu o coração e descarregou uma emoção que pode ser sentida com a simples leitura da matéria. E isso faz a diferença, faz muita diferença, uma matéria dessas nos dá muito orgulho, pois não utilizamos intermediários, tratamos diretamente com quem tem o que dizer, sem mandar ou receber recados. Isso é material genuinamente nosso, exclusivo como tudo que publicamos. Nossa equipe é suficientemente competente para produzir matérias aqui, ou em qualquer lugar do mundo, sem precisar utilizar-se de recursos de terceiros extra-oficialmente, ou oficialmente. E nunca se dará ao trabalho de levar ao nosso público o material, digamos, requentado. Não importa o quanto custe, ou se custa alguma coisa, mas, se for preciso, podemos e sabemos onde e como ir buscar, com nossa própria equipe, o que interessa ao nosso público, seja no Brasil, nos Estados Unidos, na Europa, ou na "Conchinchina", como o fazemos desde 1999. E mais um exemplo dessa nossa filosofia de trabalho está na cobertura do "Sweden Rock Fest", que publicamos nesta edição, como tem sido feito por vários anos, sempre com o "pessoal da casa". No "Wacken Open Air" então não é nem preciso dizer: nenhuma revista européia, ou americana, coloca sequer metade da equipe de trabalho que a Roadie Crew coloca todos os anos no maior festival de Heavy Metal do mundo. Obviamente não fazemos isso como um sacrifício, pois, apesar de ser um trabalho, é algo que nos dá sempre muito prazer. Aliás, agora no início de agosto, por conta dessa estranha mania que temos de estar pessoalmente no local onde as coisas acontecem, estaremos no W:O:A-2006 e vamos ser vítimas de uma grande vingança de alguns amigos alemães. Vamos ter que suportar as gozações de um monte de gente pelo do fiasco da nossa seleçãozinha na Copa do Mundo, por causa do desempenho vergonhoso dos "filhotes recordistas do Parreira" (técnico que mais uma vez boicotou descaradamente o Robinho!). Tivemos uma amostra do que nos espera quando fizemos a matéria com o Jörg Michael, baterista do Stratovarius que, ao final da entrevista, fez questão falar sobre futebol, naturalmente se divertindo com o vexame do nosso time. Suprimimos essa parte do diálogo porque a revista é sobre música e não convinha publicar gracinhas sobre futebol... Nos limitamos a publicar a charge do Baraldi sobre esse assunto. Airton Diniz
