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    O direito à preguiça -

    Paul Lafargue

    Claridade
    2003
    96 páginas
    3h 12m
    ISBN-11: 8588386089_
    Português Brasileiro
    3.9
    330 avaliações
    Leram526Lendo60Querem715Relendo1Abandonos6Resenhas41
    Favoritos13Desejados715Avaliaram330

    No irreverente manifesto “O direito à preguiça” Paul Lafargue faz a defesa do direito ao ócio, em oposição ao tão proclamado “direito ao trabalho”. A luta pelo “direito à preguiça” é, segundo ele, a luta verdadeiramente libertária, por meio da qual se construiria uma sociedade mais justa, regida pelo aproveitamento do tempo livre e não pela lógica de um esforço irracional e desumano. Filho de pai mulato e de mãe caribenha, Lafargue. Genro de Karl Marx, tornou-se um marxista singular no movimento socialista internacional e foi um dos fundadores do Partido Socialista francês.

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    Juliane Jesus picture
    Juliane Jesus12/05/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    mt bom

    li pra uma unidade curricular da universidade e achei que seria uma das várias leituras cansativas e com termos acadêmicos, mas na verdade foi uma leitura super tranquila. em alguns momentos foi sim cansativo, mas ao todo foi muito bom! ótimo pra refletir sobre o trabalho antigo e atual, como várias coisas não mudaram e, de certa forma, até pioraram no sistema capitalista moderno, visto que o salário mínimo mal da pra uma alimentação adequada, fazendo com que o trabalhador venda sua força de trabalho barateada e não tenha o mínimo de lazer. a preguiça é sim um direito, mas infelizmente só pro burguês.

    22 curtidas

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    3.9 / 330
    • 5 estrelas27%
    • 4 estrelas40%
    • 3 estrelas25%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas2%
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    Paul Lafargue

    Paul Lafargue (Santiago de Cuba, 15 de janeiro de 1842 — Draveil, 26 de novembro de 1911) foi um revolucionário jornalista socialista franco-cubano, escritor e ativista político. Lafargue foi genro de Karl Marx, casando-se com sua segunda filha Laura. Seu mais conhecido trabalho foi O Direito à Preguiça, publicado no jornal socialista L'Égalité. Nascido em Cuba numa família franco-caribenha, Lafargue passou a maior parte de sua vida na França, e um período na Inglaterra e Espanha. Aos 69 anos de idade ele e Laura morreram juntos em um pacto de suicídio. Antes de morrer, Lafargue deixou uma carta, explicando o suicídio:[1] “ Estando são de corpo e espírito, deixo a vida antes que a velhice imperdoável me arrebate, um após outro, os prazeres e as alegrias da existência e que me despoje também das forças físicas e intelectuais; antes que paralise a minha energia, que quebre a minha vontade e que me converta numa carga para mim e para os demais. Há anos que prometi a mim mesmo não ultrapassar os setenta; por isso, escolho este momento para me despedir da vida, preparando para a execução da minha decisão uma injeção hipodérmica com ácido cianídrico. Morro com a alegria suprema de ter a certeza que, num futuro próximo, triunfará a causa pela qual lutei, durante 45 anos. Viva o comunismo! Viva o socialismo internacional!.! ” Ele também escreveu O Capital - Extratos, para facilitar o acesso popular à obra O Capital de Karl Marx. Esses extratos também teriam sido elogiados pelo sogro. Muitos outros tentaram resumir O Capital (especialmente o Livro 1) mas Marx comentava que ou ficavam acadêmicos demais com a desvantagem de manter difícil a compreensão pela classe trabalhadora ou eram de uma linguagem acessível para a classe trabalhadora porém ainda mais pobres e mal-interpretadas.

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    Paul Lafargue