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    As Obras do Amor (Pensamento Humano) - Algumas considerações cristãs em forma de discursos

    Soren Aabye Kierkegaard

    Vozes, Editora Universitária São Francisco
    2013
    432 páginas
    14h 24m
    ISBN-13: 9788532631183
    Português Brasileiro
    4.7
    44 avaliações
    Leram73Lendo27Querem383Relendo0Abandonos6Resenhas6
    Favoritos7Desejados383Avaliaram44

    'As obras do amor' foram publicadas em Copenhague, em 1847, assinadas por Soren Kierkegaard. Distribuídos em duas séries, os discursos da primeira analisam o mandamento do amor ao próximo, e os da segunda caracterizam este amor tendo como pano de fundo o chamado hino à caridade, da primeira epístola de Paulo aos Coríntios. O autor elabora discursos que visam caracterizar o amor, comparando o amor cristão com o amor apaixonado platônico e a amizade aristotélica.

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    Daniel Sousa01/06/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Presente teológico e filosófico mais brilhante já escrito

    Tu deves ama; Ama o teu próximo como a ti mesmo; O amor é o pleno cumprimento da lei; O amor não procura aquilo que é seu; Amar a quem se vê; Amor que tudo crê; tudo espera; tudo suporta; A misericórdia é uma obra do amor, mesmo que ela não consiga fazer nada; O amor para com os falecidos é a forma mais desinteressada, livre e fiel de amar; Então esses pequenos aforismos outrora destrinchados sob forma de discursos enriquecedores poderiam muito bem serem estertores do último salto para a salvação na hora derradeira onde as luzes se apagam. Me disseram que o evangelho é transformação, e eu tenho certeza que depois dessa incursão jamais voltarei a ser o mesmo. O cristianismo só conhece um tipo de amor, o espiritual! enquanto meus olhos transpassavam por essas páginas, fui tomando consciência de como é falho nossa demonstração a esse bem supremo. A tentação do desespero é trazer o amor ao banco dos réus avaliando-o mediante nossa mesquinharia, egoísmo, segregação. No mundo secular, vemos a diversificação de peculiaridades que a natureza abrange sem ser excludente, mas sendo acolhedora. A flor mais insignificante olha para o amor e diz "me faz ser detentora de tal beleza, me põe características únicas no meio de toda tua vastidão", e o amor responde com a prontidão maior do que a esperada. E o AMOR ÁGAPE pregado por paulo de Tarso não seria exatamente esse afeto de universalidade? Louvado seja Deus! Se o amor verdadeiro é autoabnegação de si, o mundo não pode se abrir para ti - tal coisa ja feriria o verdadeiro significado. A vida no cotidiano é uma guerra, e a vida espiritual, uma batalha. É muito difícil amar não estabelecendo diferenças; e quando essas diferenças não existem, se torna mais difícil amar estabelendo-as. Mas tudo na temporalidade é pra ser vencido e superado. O AMOR PERMANECE!

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