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    Cães de Guerra -

    Frederick Forsyth

    Record
    1985
    362 páginas
    12h 4m
    ISBN-10: 8501008060
    Português Brasileiro
    3.8
    657 avaliações
    Leram1316Lendo31Querem321Relendo1Abandonos35Resenhas31
    Favoritos28Desejados321Avaliaram657

    O mundo dos mercenários, que tanto fascinou Frederick Forsyth desde que teve de acompanhar, como repórter, a tragédia do Biafra, constitui o pano de fundo deste romance, um dos mais célebres da sua obra de ficcionista. Aqui se retrata, de forma impiedosa, o universo sinistro que solidariza numa teia de interesses pouco claros as grandes figuras da alta finança, da banca internacional e do clube restrito e secreto do comércio das armas. As maquinações de um Sir James Manson, dirigente de uma poderosa organização mineira, têm com efeito como objetivo derrubar o governo de uma longínqua república africana e eliminar o ditador que a ele preside. Os motivos de Manson, porém, nada têm de altruístas, e pouco a pouco despertam mesmo a atenção das grandes potências. Enquanto Shannon, o líder mercenário arregimentado por Manson, se ocupa de reunir os seus homens, alguns jornais descobrem e denunciam os propósitos do que está em curso. Forsyth arrasta então o leitor por uma ronda alucinante através de algumas das grandes cidades europeias: de Paris a Ostende, na esteira dos locais onde se recrutam os mercenários; de Berna a Bruges, onde estão sediadas as grandes agências internacionais; e finalmente da Alemanha à Itália, ou da Espanha à Iugoslávia, onde se adquirem as armas e se organizam os grandes transportes de tropas e de material. Cada página de Os Cães da Guerra é uma autêntica aventura, que se lê com uma emoção e uma ansiedade sempre crescentes. Mas o seu desfecho irônico oferece a este romance uma dimensão totalmente inesperada.

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    Resenhas (31)Ver mais
    Gabriel Bueno picture
    Gabriel Bueno10/05/2022Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Nem Tanto Quanto Fora Chacal...

    Quase que esse livro se trata unicamente sobre a supremacia branca, exploração de um pais pobre na África com uma riqueza em minérios e um mercenário pago para justificar os interesses de um bilionário "mercenário". O que não deixa de ser realista, mas seria muito vago para um livro deste gênero ter um final tão reto, vago e simplificado. Tinha que ter um plot final, como acontecem nos livros de Espionagem em geral. O que salvou o livro de uma avaliação ruim ou péssima, além das ultimas linhas que mostraram uma reviravolta de esperança para um país rico e visto com olhares gananciosos, foi o personagem principal; Cat Shannon. Um elemento interessante na maioria dos livros de Espionagem ou Ficção de Guerra é que, por coincidência ou não, os personagens principais ou os vilões normalmente são cativantes e personagens que movimentam e dão vida a história. Seja na torcida por um detetive, contra espião ou espião/mercenário revolucionário ou na raiva para dar errado para um espião ou personagem ruim. De alguma forma, esse é o pico forte dos livros do gênero, e sinceramente, em Cães de Guerra o único elemento que eu encontrei que faz o papel de guiar e conectar o interesse do leitor com o livro é o protagonista e Mercenário experiente em guerras, Cat Shannon. Frederick Forsyth, diferentemente de O Dia do Chacal, não conseguiu inserir a fluidez e apego a história de um modo geral no livro Cães de Guerra. Todas as informações politicas técnicas e detalhamentos de diálogos financeiros foram complementos desnecessários no contexto geral da leitura. Só serviram para preencher folha, encher linguiça e ganhar letra no papel... No final das contas, encerrando a leitura e analisando essas questões, realmente, de nada valeu toda aquela informação e isso é muito ruim, pois tornou a leitura massante e cansativa ficando desgastante em muitas partes. Por vezes tive que pular parágrafos ou trechos que não agregavam em nada, porque parecia que eu ficaria 1 hora para conseguir ler 2 páginas que falam da mesma coisa com palavras diferentes. Apesar desse detalhe frustrante (na minha opinião) durante a leitura, devo reconhecer que Frederick Forsyth não é um escritor comum! É um cara muito, mad muito inteligente que pega, não somente, suas pesquisas sobre as politicas africanas e das grandes e bilionarias empresas britânicas, mas coloca muito de sua vivência em Biafra no final do livro, quando da o rumo final da história. Mostra o lado que o branco da época evitava enxergar referente a África e joga um mantra de esperança na voz de um personagem que tinha tudo para ser interpretado como um vassalo sanguinário do dinheiro. Propósito e Esperança foram as justificativas de Cat Shannon no final do livro! Uma leitura que salvo protagonista, foi demasiada difícil, porém boa em muitas partes por conta desse personagem cativante, engraçado, ambicioso e inteligente que foi Shannon. O personagem certo no livro errado? Talvez... Todavia, leitura finalizada e concluída com sucesso! Mais um livro do grande mestre Frederick Forsyth. Espero ler outros livros do autor e desfrutar ainda mais desse gênero fantástico de Ficção de Guerra e Espionagem. Um buenissimo, não tão digníssimo 3.5 estrelas. Tanto pelo final quanto pelo Forsyth minha avaliação foi endossada. Next...

    16 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 657
    • 5 estrelas28%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas30%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas2%
    Frederick Forsyth profile picture

    Frederick Forsyth

    Piloto, agente secreto, jornalista e escritor, Frederick Forsyth foi educado na Tondridge School, e depois na Universidade de Granada, na Espanha. Aos 19 anos, começou a servir a RAF (Royal Air Force) como um dos mais jovens pilotos, tendo servido até 1958. Depois começou a trabalhar no Eastern Daily Press como repórter. Em 1961, se tornou correspondente da Reuters em Paris. Trabalhou também na Alemanha Oriental e na Tchecoslováquia. Retornando a Londres em 1965, trabalhou como repórter de rádio e televisão na BBC, o que lhe proporcionou a oportunidade de conhecer a fundo os grandes dramas da política internacional. Essa experiência no jornalismo o ensinou a ser minucioso e preocupado com as verdades históricas. Utilizando o trabalho de correspondente diplomático assistente, cobriu o lado biafrense da guerra entre a Nigéria e Biafra de julho a setembro de 1967, além de iniciar suas tarefas como espião britânico, confirmadas pelo próprio autor em sua autobiografia. Foi este trabalho e a pesquisa relacionada que interessaram a ele como verdade histórica. Em 1968, deixou a BBC para retornar para Biafra e cobriu a guerra, primeiro como freelance e depois para o Daily Express e para a revista Time. Em 1969, Forsyth escreveu A História De Biafra: O Nascimento de um Mito Africano sendo que a maior parte do livro foi escrita durante o mês de janeiro de 1969, e sobre o evento, o autor declarou: "Nada pode nem jamais poderá atenuar a injustiça e a brutalidade perpetradas contra o povo biafrense, nada pode nem jamais poderá atenuar a indignidade da participação ativa, embora indireta, de um governo britânico..." "Os vitoriosos escrevem a história e os biafrenses perdem. A conveniência muda as opiniões... e a recordação de Biafra e do que lá se perpetrou permanecem inconvenientes para muita gente." Em 1970, após nove anos de intensa carreira jornalística, Forsyth decidiu escrever um livro onde poria à prova os métodos de investigação da carreira de repórter e de agente secreto. Escolheu um tema romanesco e de certo modo misterioso: as tentativas da extrema direita francesa de assassinar o General Charles De Gaulle, presenciadas por Forsyth em 1962 em Paris. Nasceria assim, o primeiro de sua longa lista de sucessos: O Dia do Chacal. Confirmando as suspeitas de muitos fãs de seus romances de espionagem, em 2015 Forsyth reconheceu em sua autobiografia que trabalhou como espião do serviço de Inteligência Exterior do Reino Unido, o MI6, durante duas décadas­­. Suas andanças como espião começaram durante a guerra de Biafra (Nigéria), de 1967 a 1970, quando agentes de inteligência se aproximaram “para ver se podia contar o que estava acontecendo”, segundo relata Forsyth. “No último ano da guerra mandei tanto notícias aos veículos de comunicação como informes adicionais a meu novo amigo”, conta. Forsyth aceitou comprovar para o MI6 se, ao contrário do que dizia o próprio Ministério de Relações Exteriores do Reino Unido, “estavam morrendo crianças pelas mãos da ditadura de Lagos”, de acordo com a BBC. O romancista diz que não cobrou honorários por esse trabalho específico. “Tratava-se de um ato voluntário em um ambiente que era, naquela época, muito diferente, com a Guerra Fria a todo vapor”, afirmou o escritor. Que, no entanto, recebeu como contrapartida o consentimento do MI6 para introduzir suas experiências reais como espião em seus livros. “Me diziam para mandar as páginas para eles para que aprovassem ou censurassem. De forma geral a resposta era ‘OK, Freddie!’”, afirma Forsyth. Em "O quarto protocolo" omitiu como detonar uma arma nuclear, após a revisão do original pelo MI6. "Não queriam que ninguém fizesse aquilo.", explicou. Forsyth permaneceu trabalhando para o MI6 até pelo menos o ano de 1987. A lista de thrillers que escreveu após o grande sucesso de O Dia do Chacal o tornou um best-seller internacionalmente reconhecido. Especializou-se em romances envolvendo espionagem e política internacional. Com O Fantasma de Manhattan, flertou com romances de suspense, mas o resultado foi decepcionante para seus antigos leitores. Estão entre seus grandes livros os romances A Alternativa do Diabo, Dossiê Odessa e O Quarto Protocolo, Frederick Forsyth fala francês, alemão e espanhol fluentes, e viajou por toda a Europa, Oriente Médio e África, e estas experiências podem ser vistas na autenticidade dos seus livros. Em 10 de setembro de 2015, a autobiografia de Forsyth, 'The Outsider: minha vida em intrigas', foi publicada. Em 2016, Frederick Forsyth revelou que vai parar de escrever ficção porque sua mulher o considera muito velho para viajar pelo mundo atrás de informações. "Estou cansado e não posso ficar em meu escritório para escrever romances", disse o autor. Após sua última viagem à Somália para obter informações para o livro "A lista", Forsyth conta que sua esposa afirmou: "Você está muito velho, estes locais são muito perigosos e você não corre tão rápido como antes". Forsyth, que sempre utilizou máquina de escrever, disse que tentou pesquisar informações sobre a Somália na internet, mas que ficou muito "insatisfeito" com os resultados.

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    Frederick Forsyth