Animal Man, Vol. 1 (Animal Man by Grant Morrison)

    Chas Truoug, Tom Grummet

    Vertigo Comics
    2001
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-1: 0

    Back in print a decade after its first appearance, this collection of the first nine issues of ANIMAL MAN marks a defining moment both in the evolution of super-hero comics and in the unique career of its writer, Grant Morrison. Since its publication, Morrison has gone on to redefine nearly all of the boundaries of comics' narrative structure, building a reputation as one of the medium's most intensely original and popular creators.

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    André Fantin17/07/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Mescalina, Veganismo e Picaretagem

    O começo da icônica fase do Grant Morrison à frente do título do Homem Animan segue a fórmula estabelecida pelo pioneiro da "Invasão Britânica", Alan Moore, da história de origem repaginada do personagem obscuro: violência, "temas sociais", e elementos místicos ou científicos. Onde Neil Gaiman, em seu "Sandman", entretanto, "copia, mas não faz igual" - especialmente depois de encontrar sua voz lá pelas oitava e nona edição - Morrison parece optar pelo pastiche. São até quadros "homenageando" Watchmen, que mal tinha dois anos de idade à época. Entretanto, há algo com que se divertir se você é fã de "gibizão" mais clássico. O elenco secundário, essencialmente a família e os vizinhos do Buddy Baker, são maravilhosos - especialmente sua esposa Eileen, a única pessoa razoável da história. A arte de Chas Truog é ótima, entre a sensibilidade "gibizão" e o "realismo". Também adoro a história que é um crossover com um Mega-Evento da DC na época - "Invasão" - que lembra mais, pro bem e pro mal, o Morrison autoral. Nela, um "terrorartista" suicida thanagariano (que lembra o Morrison careca mais velho) prepara uma "bomba fractal" na Terra, enquanto delira coisas que lembram os efeitos da mescalina (o lado lisérgico dos "Invisíveis" do Morrison marcando presença). O entendimento de fractal da história é bem de gibi, mas bem divertido. Adoro o design egípicio dos thanagarianos (remetendo à origem Era de Ouro do Gavião Negro). Entretanto, alguns momentos da história lembram do Monstro do Pântano do Moore quando os aliens alados aparecem (que surpresa). Um elemento ultra presente na história é o veganismo e o direito animal, que embora sejam temáticas importantes, soam aqui muito como um panfleto de um adolescente empolgado com a "ideologia" que descobriu há dois dias e meio. Esse arco prepara já coisas do arco final, envolvendo a natureza meta-narrativa da história, - estabelecida a partir de "O Evangelho do Coiote" - o que é um truque que impressionou as audiências dos anos 1980, mas a mim soa meio vazio. No geral, é um gibi divertido, mas tenho precauções contra seu status de "clássico".

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