O título acima define, basicamente, o que você verá neste livro. Mas como estou com uma raiva excessiva de Sam Harris (O livro prometia demais, mas ficou só na promessa) irei escrever uma resenha maior.
Como dito acima, o livro promete bastante, ao comprá-lo você tenta engoli-lo de imediato, o que aumenta mais a expectativa é o grande Dawkins (esse sim autor de um livro ótimo de temática ateia) recomendar Sam Harris para nos "acordar", enfim, é muita expectativa criada encima deste livro.
PORÉM! o livro decepciona em alguns pontos que não poderia decepcionar:
1º: Sam Harris se dedica a criticar as religiões na seguinte proporção, 85% mulçumanos, 14,5% cristãos, 0,3% judeus e 0,2% outras.
2º: Sam Harris é judeu (sua mãe é judia, e judaísmo é raça) o que deixa bem claro o porque ele DEFENDE os judeus (que impõe dura repressão aos Palestinos em nome da Religião, isso é uma falta grave em um livro assim)
3º: Sam Harris é um IGNORANTE político, ele entende tanto de política quanto um pré-adolescente. Para ele a invasão do Iraque é uma questão humanitária (sim, ele diz isso), a tortura deve ser legitima (sim, ele diz isso), os EUA não tem nenhuma responsabilidade sobre os ataques terroristas, visto que a política externa estadounidense é, em maioria, benéfica ao Mulçumanos (sim, ele diz isso)...
Se tiver algum erro de gramática me desculpem, não revisei...
Enfim, quem entende um pouco de política odiará o livro, já que Sam Harris se mostra totalmente maniqueísta e intolerante em virtude dos acontecimentos do 11 de setembro (e ignora coisas como hiroshima) e dedica o livro quase que totalmente a destilar seu odio patriótico
EM RESUMO: Sam Harris fez este livro para xingar os mulçumanos, tem algumas boas sacadas, mas quando fala de Islamismo ele se mostra uma replica de George W. Bush, fala igual, infelizmente, isso estraga o livro, já que vemos não um ateu imparcial dotado de senso crítico, vemos um ateu parcial dotado de uma patriotismo exarcebado que apoia avidamente a "guerra ao terro"
Minha recomendação: Se você entende de política e de história não leia, vai ficar como eu, com raiva demais.
Se você é um pouco tolerante quanto a religião, não leia, esse livro é o neo-"mein Kampf", intolerância pura!
Se você lê VEJA, acredita que a guerra do Iraque foi pra procurar armas químicas e acredita que os EUA é o paraíso, LEIA, é o seu livro!