Livro 📖: Velocidade Autor ✍️🏽: Dean Koontz Gêneros 📚: Ficção Policial, Romance Americano Primeiro livro do autor que leio, e eu gostei demais! Foi o primeiro de muitos. Já estou super otimista com os livros dele. Começamos a história num bar sem nome — por causa do dono, que meio que não leva jeito pra isso. Ned Pearshell está brindando à morte de seu vizinho, Henry Friddle, que caiu do telhado da casa em cima da figura jovial de um anão de jardim. Eu gargalhei! Um forasteiro fica curioso, até que o barman Billy Willes entra no meio, e vira uma resenha necrófila. A esposa do defunto, um ano depois, também morre — e piada vai, piada vem, o forasteiro não aguenta e abandona a conversa. Me desculpem, gente, mas o ritmo do papo de bar, meio bebum, foi tão engraçado que eu ri alto mesmo sabendo que é errado. O autor já foi me conquistando aí. Logo depois, vamos conhecendo outros funcionários do bar, destaque pra novinha bem gata que faz a rapaziada consumir mais coisas. Mas não me interpretem mal: é um bar de família! O dono tinha vocação pra ser padre, e o empreendimento dele não poderia fugir muito disso. Mas, porém, entretanto, todavia... como nada nessa vida é feita só de flores, o nosso queridíssimo amigo barman Billy Willes sai do expediente e encontra um retângulo de papel branco sob o limpador de para-brisa do lado do motorista no seu Ford Explorer. Ele lê uma mensagem digitada: "Se você não levar este bilhete à polícia nem a envolver, vou matar uma linda professora loura em algum lugar do condado de Napa. Se levar este bilhete à polícia, matarei uma mulher idosa que faz caridade. Você tem seis horas para decidir. A escolha é sua." Galerinha de Deus, como não deixar um barman louco da vida? E detalhe: depois ele vai recebendo outras cartas, com escolhas mais complicadas e menos tempo para se decidir. Essa dor de cabeça eu tô correndo, viu? Quero também destacar o vilão. Como o barman não o conhece, ele o chama de "monstro", e nada mais justo, né? Esse vilão é um 🤬 #$%!& de um manipulador emocional, sociopata, usa de jogo moral perverso, ritualístico, sádico, com precisão temporal. Como um dos personagens diz: "Ele não ameaça. Ele só diz o que é." Outro ponto alto do livro: Enquanto um mensageiro do monstro fala com o barman, o autor vai criando um clima sensacional e faz uma metáfora para o antagonista utilizando um gavião: "Ele desce, pega sua presa, mata com eficiência e vai embora. Não por raiva, não por prazer, mas porque é da sua natureza." Quem está acostumado a ler minhas resenhas sabe que normalmente eu costumo trazer características de vários personagens. Neste livro aqui, absolutamente todo mundo foi muito importante. Cada um com seu jeito, seus pontos fortes, sua importância pra história. Enquanto eu lia, até fiz um perfil de cada um. Adoraria mostrar aqui também, mas seria tanto spoiler monstro que vou me ater. O livro é muito maravilhoso, e eu recomendo que quem curta esse estilo, leia! Não vão se arrepender. --- POR AQUI TERMINO MINHA RESENHA, MAS PARA QUEM NÃO LIGA PARA SPOILER, VOU FAZER UM BREVE COMENTÁRIO, MAS NADA QUE VENHA ENTREGAR A HISTÓRIA OU REVELAR O VILÃO. ALERTA DE SPOILER PARA QUEM QUISER LER! Uma coisa que não curti muito lá mais pra frente do livro foi que o nosso amigo barman — vulgo Billy Willes — aos poucos vai tendo sua personalidade e inteligência reveladas, sua experiência, e então dá pra perceber que ele não é um simples barman. Até aí tudo bem, fui lendo doido pra descobrir mais sobre ele. Já estava imaginando: ele é um ex-militar, um fuzileiro, um ex-detetive, um ex-agente, um ex-brucutu... PASMEM: NÃO! (🤦🏾♂️) Não vou revelar o que ele era. Mas, mesmo assim, adorei o personagem.
Velocidade -
Dean Koontz
Nova Fronteira
2016
384 páginas
12h 48m
ISBN-13: 9798520918837
Português Brasileiro
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