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    Essa Menina - de Paris a Paripiranga

    Tina Correia

    Alfaguara
    2016
    272 páginas
    9h 4m
    ISBN-13: 9788556520036
    Português Brasileiro
    4.1
    31 avaliações
    Leram46Lendo1Querem56Relendo0Abandonos3Resenhas7
    Favoritos2Desejados56Avaliaram31

    Romance de estreia de Tina Correia, Essa Menina traduz a cultura popular nordestina numa narrativa comovente. Prestes a completar oitenta anos, Esperança percebe que sua memória está cada vez mais confusa. Para se reconectar às lembranças do passado, decide escrever sobre as pessoas e o lugar da sua infância. Tendo os grandes eventos políticos do final dos anos 1930 a 1960 como pano de fundo, ela reconstitui os dramas familiares e as histórias daqueles com quem conviveu. Ora testemunha, ora guardiã das experiências dos outros, é a menina de olhos grandes e curiosos quem nos conduz por essa narrativa quase mítica. Romance de estreia de Tina Correia, Essa Menina traduz a poesia e a força dos costumes e tradições brasileiros, entrelaçando realidade e fantasia numa narrativa comovente.

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    Delirium Nerd29/01/2018Resenhou um livro
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    A lembrança como ato político

    Logo na primeira página do livro, somos apresentadas à sua narradora e protagonista: trata-se de uma mulher que deixou o Brasil durante os anos 1960 para viver em Paris, e que decidiu resgatar parte das lembranças da sua infância e juventude, vividas na pequena cidade de Paripiranga. Recuperando o próprio procedimento da recordação, o livro não avança sempre de forma linear. A sequência dos acontecimentos é bastante fluída, permitindo avanços e recuos conforme a voz narrativa vai recuperando as imagens do passado. A reconstituição dessa história pela via da rememoração acompanha sobretudo o exercício da escrita, como anuncia Essa Menina – que é o nome pelo qual vamos conhecê-la, ao longo do livro. O livro todo se organiza exatamente desse modo, adotando a forma de pequenos causos, relativamente fechados entre si e que giram em torno de algum detalhe ou acontecimento específico: a relação com a religião, com o corpo, com os pais, com as melhores amigas (e com suas respectivas famílias), com a escola, com as festas populares, com a cidade e, principalmente, com a História. Conforme se avança na leitura, essa construção do livro vai causando um efeito interessante: vamos esquecendo que estamos diante de um romance, de um artefato escrito, e é como se passássemos a ouvir as histórias de alguma parente, uma tia ou uma avó. Da mesma forma como acontece quando estamos tentando nos lembrar de algo, é possível que iremos repetir algum detalhe ou omitir coisas que deveriam ter sido ditas anteriormente e que teriam nos esclarecido certas zonas de penumbra na história – como é o caso da história do pai d’Essa Menina – ou evitado alguns mal-entendidos. Leia a resenha completa no link abaixo:

    1 curtida

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    4.1 / 31
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