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    Lou Andreas-Salomé (Série Biografias)

    Dorian Astor

    L&PM Pocket
    2016
    320 páginas
    10h 40m
    ISBN-13: 9788525432452
    Português Brasileiro
    4
    31 avaliações
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    “Estar sozinha, viver interiormente para si, era para mim uma necessidade tão imperativa quanto o contato e o calor humano. Ambas necessidades muito fortes e apaixonadas, mas separadas e sujeitas à mudança e à alternância, e é justamente isso o que parece infidelidade e inconstância.” Romancista, ensaísta e psicanalista, Lou Andreas-Salomé (1861-1937) foi acima de tudo um espírito livre. Aos vinte anos, ela começa uma amizade filosófica com Nietzsche e brinca com o fogo de seu amor. Aos trinta, companheira do poeta Rainer Maria Rilke, guia-o no caminho da criação e foge de sua paixão. Aos quarenta, é acolhida por Freud como sua discípula mais brilhante. Mulher entre homens, ela sonha com um “mundo de irmãos”, de casamento sem sexualidade, de maternidade sem procriação, de inconsciente sem instintos destrutivos. Filosofia, poesia e psicanálise são os instrumentos da única afirmação que interessa a essa provocante mulher: o laço indissolúvel do indivíduo com a vida como um todo.

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    Christiane Depooter picture
    Christiane Depooter24/07/2021Resenhou um livro
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    O autor nos traz uma visão de quem foi Lou Andreas-Salomé desde sua infância até sua morte, suas relações com Paul Ree, Nietzsche, Rilke, Andreas que foi seu marido e Freud, além de outras amizades. Lou foi uma mulher muito a frente de seu tempo, talvez até para os dias atuais, que prezava a liberdade, a intelectualidade e que sempre foi uma otimista, no sentido de ver inclusive no que há de ruim e triste em uma vida, uma oportunidade de crescimento e de ultrapassar o que nos retém. Ela sempre se opôs à pulsão de morte de Freud justamente por isso, por acreditar sempre na vida, que mesmo na dor é a vida que pulsa e nunca a inércia ou morte. Infelizmente devido sua decisão de preservar sua vida privada a maior parte de sua correspondência foi destruída por ela mesma e por seus interlocutores a seu pedido, nos privando da possibilidade de conhecer melhor quem ela foi e seu pensamento, ficando lacunas, apesar de que em seus romances é possível traçar este percurso. Lou é mais uma das grandes mulheres pensadoras que sempre são lembradas por suas relações com homens reconhecidos e não por sua própria produção e pensamento, o que este livro tenta resgatar mostrando o quanto ela nunca foi uma sombra ao lado deles, muito pelo contrário. Foi muito difamada , principalmente pela irmã de Nietzsche, e talvez por isso prezasse tanto pela sua privacidade, optando pelo silêncio em relação a sua amizade com o filósofo, exceto pelo que escreveu sobre ele e sua filosofia. O autor também fala sobre a questão do feminismo, pois Lou apesar de toda sua independência de pensamento, sua liberdade, nunca defendeu ou foi feminista, mesmo tendo amigas que o eram, para Lou a maior liberdade era interna e não se preocupava com questões sociais a ponto de entrar em uma luta pelo voto feminino ou a questão do trabalho, que ela considerava como coisas externas. Uma mulher vibrante, repleta de vida, brilhante em seus pensamentos, que foi admirada e amada por vários homens, mas sempre manteve sua independência.

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