Não gosto do termo "Sexto Sentido", por sugerir misticismo, mas gostei da reportagem por tentar entender a intuição sem uma supervalorização do esoterismo, como acontece por aí com o charlatanismo. A matéria mostrou algo que pensava também, mas não sabia argumentar (e continua): a questão do subconsciente e suas múltiplas análises que, fundamentadas em experiências, emoções, instintos, conhecimentos ainda que limitados ou equivocados, dão a empatia para alguma decisão repentina. Existe apenas 5% de consciência nesses processos cerebrais e as decisões tendem a favorecer a emotividade e percepções de julgamento muitas vezes egoístas, por resumi-las à nossa visão de mundo. Segundo entendi na revista, a intuição é uma forma de não se atirar às cegas baseando-se em alguma fé interna nem sempre perceptível ou explicável, mas coerente com algo interno no subconsciente.
Na real, na minha experimentação, não tive aquele fascínio de leitura superinstigante nas demais reportagens, mas também gostei:
"Incursão", conto de Amarilis Lage sobre um inusitado turismo. Fiquei com a impressão do encontro do velho com a mulher e crianças petrificadas ser um reencontro familiar.
A nota sobre a possibilidade epidêmica de uma gonorreia ultra agressiva. Eu é que não duvido... Vez por outra aparece algo que alarma o mundo. Caso da AIDS (que tinha conceitos radicais quando começou a se propagar nos anos 80), cólera (nos anos 90), febre suína, gripe aviária e vaca louca (início dos anos 2000), dengue hemorrágica (há cerca de cinco anos) e mais recentemente o ebola, a febre chicungunha e agora o zika vírus. Estamos no fim dos tempos...
A matéria da cerveja é também interessante do ponto de vista histórico e cultural.
Na parte inicial, sobre crise e criatividade, o texto aborda a resposta pessimista que o país tem dado e revelado em condições desfavoráveis, algo impregnado em diferentes setores, demonstrando uma apatia geral para soluções.