Eis um texto de recordações de um tempo em que não havia as marginais Tietê, nem a Avenida Sumaré, e muito menos ainda o Memorial da América Latina. Fala-nos de ruas, de casas, de gente de Perdizes, Barra Funda e Pompéia, coisas e pessoas que já não mais existem hoje, quer devido ao tempo decorrido - mais de meio século -, quer divido à reurbanização por que passaram esses bairros de São Paulo. São narrações de vidas de pessoas que um dia precisaram de auxílio, de orientação, de amigos... e encontraram idealistas dedicados que lhe estenderam a mão, que lhes abriram os braços e o coração, não como superiores a inferiores, mas como irmãos cristãos a outros irmãos cristãos. Não se trata aqui de um autolouvor egoístico, mas sim de redimir do esquecimento muitas pessoas que tinham tudo para não dar certo na cidade grande, mas que, auxiliadas e amadas como Cristo quer que nos auxiliemos e nos amemos - de coração aberto e sorridentes -, souberam acreditar em si mesmas, pôr mãos na massa e superar a sina a que pareciam destinadas. Isto é apenas uma gota no mar de coisas que fizeram, fazem e poderão fazer os vicentinos em favor dos seus assistidos: irmãos postos à margem da vida. Jesus Cristo é o modelo e é o Senhor. Os vicentinos, em sua ação redentora, podem sentir-se muitas vezes servos inúteis, mas são servos e fermento na massa.
Vidas Que Ficaram... - Caminhadas Vicentinas
J. Assis Pacheco
AM Edições
1995
142 páginas
4h 44m
ISBN-10: 8527604116
Português Brasileiro
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