Crítica da razão tupiniquim (Coleção Prazer em conhecer) -

    Roberto Gomes

    FTD
    1990
    110 páginas
    3h 40m
    ISBN-10: 8532203337
    Português Brasileiro

    A Filosofia costuma ser vista e apresentada como algo distante, etéreo, esquisitices de gregos e alemães. Ou então como uma coleção de teorias que se referem a problemas que, de tão profundos, são inatingíveis para o comum dos mortais. A preocupação, e talvez o mérito, desta CRÍTICA DA RAZÃO TUPINIQUIM é trazer estas questões para o solo no qual pisamos no dia-a-dia, fazendo da indagação filosófica um questionamento que parte do cotidiano, daquilo que nos é próximo, das formas que nossa cultura particular usa para nos construir como seres humanos. Darcy Ribeiro disse a propósito da publicação deste livro: "O Brasil volta, finalmente, a filosofar". Preocupado em reconstruir o modo como nós brasileiros nos apropriamos da tradição européia, Roberto Gomes tem da Filosofia uma visão muito particular. Ela é uma crítica dos mecanismos por meio dos quais nos tornamos dignos ou indignos da Razão.

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    Rodrigo R. de Carvalho06/09/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    De importância inquestionável!

    Por que não há filosofia brasileira? Essa é a verdadeira pergunta que o livro procura responder. Para tal define filosofia como algo distinto de notas de rodapés, interpretações criativas e junções de autores contraditórios. Como algo que busca desvelar seu tempo e sua cultura, procurando o universal, claro, mas partindo do particular no qual se encontra inserido. Identifica como motivos da ausência de uma Filosofia Brasileira o ecletismo, mania de juntar numa colcha de retalhos várias filosofias sem nada negar e, consequentemente, nada afirmar. Uma razão ornamental, deslumbrada com o pensamento, a cultura e os problemas estrangeiros que apenas demonstra como nosso pensamento se encontra dependente e colonizado. Longe de defender um relativismo ou um culturalismo, algo que o autor parece flertar em vários momentos, penso que a filosofia é a busca do universal, seja Ana arte, na ciência, na religião ou na política, pouco importa. No entanto, essa reflexão sempre parte do particular concreto o qual o filósofo está inserido, nesse sentido falta a Filosofia que queira merecer o nome de Brasileira se ocupar desse particular.

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