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    A Cidade e as Serras (Grandes Leituras) -

    Eça de Queiroz

    FTD
    1980
    296 páginas
    9h 52m
    ISBN-13: 9788532260529
    Português
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    Em A Cidade e as Serras (1901), José Fernandes conta a história de seu amigo Jacinto de Tormes. De origem portuguesa, o rico e elegante “Príncipe da Grã-Ventura” vivia confortavelmente em Paris e era fascinado por luxo e sofisticação. Para ele, “o homem só é superiormente feliz quando superiormente civilizado”. Até que Jacinto enfastia-se de sua vida na capital francesa. Será que ainda resta uma chance de regenerar-se e voltar-se às suas origens no campo? Neste, que foi o seu último romance, Eça de Queiroz (1845-1900) faz uma crítica à vida burguesa e ao progresso técnico da virada do século XIX para o XX.

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    José Maria de Eça de Queiroz

    José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como <i>O Cenáculo</i>. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo. Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance <i>O mistério da estrada de Sintra</i>. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance <i>O crime do padre Amaro</i>, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, <i>O primo Basílio</i> teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu <i>Os Maias</i>, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance <i>A cidade e as serras</i>, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.

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