Mais uma linda história com a qualidade a que Sandra Canfield nos habituou. É uma história densa e sofrida onde os personagens são imperfeitos e humanos, com virtudes e falhas, como todos nós.
Jake é um policial que numa fatídica noite dispara sobre o marido de Robin e o mata. Depois desse dia ele entra em depressão profunda, corroído pelo remorso, por ter ceifado uma vida humana e, ao que tudo indica, inocente. O fato de ter deixado de conseguir sacar da arma o leva a abandonar temporariamente o emprego e a se aproximar da viúva. Movido pela culpa, ele passa a se sentir responsável por ela. Então ele começa a fazer voluntariado no hospital onde o bebê dela se encontra internado por ter nascido prematuro. É lá que ele e Robin vão se cruzar e apaixonar perdidamente, ao mesmo tempo em que lutam juntos pela vida do bebê. No hospital ele é um sucesso entre os bebês. Apenas com sua voz ele acalma o ritmo cardíaco deles e tem um jeitinho todo especial com o bebê de Robin, que ele passa a amar como se fosse seu. Mas eles ainda vão sofrer muito porque Jake não tem coragem de contar para Robin quem ele é de verdade e o que ele fez os impede de ser felizes juntos. A gente ora sofre com eles, ora se emociona e enternece. É impossível não perdoar o Jake, que é um ser humano maravilhoso, mas ao mesmo tempo a gente compreende o dilema da Robin. Felizmente a Robin ainda vai a tempo de ver o homem maravilhoso que o Jake é e de descobrir que em determinado momento foi muito injusta com ele. E o amor acaba falando muito mais alto.
Recomendadíssimo!