Discurso do Método -

    René Descartes

    Martins Fontes
    1996
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-10: 853360551X
    Português Brasileiro

    Cogito ergo sum. "Penso, logo existo." Tal proposição resume o espírito de René Descartes (1596-1650), sábio francês cujo Discurso do método inaugurou a filosofia moderna. Em 1637, em uma época em que a força da razão tal qual a conhecemos era muito mais do que incipiente, e em que textos filosóficos eram escritos em latim, voltados apenas para os doutores, Descartes publicou Discurso do método, redigido em língua vulgar, isto é, o francês. Ele defendia o "uso público" da razão e escreveu o ensaio pensando em uma audiência ampla. Queria que a razão – este privilégio único dos seres humanos – fosse exatamente isso, um privilégio de todos homens dotados de senso comum. Trata-se de um manual da razão, um prático "modo de usar". Moderno, Descartes postulava a idéia de que a razão deveria permear todos os domínios da vida humana e que a apreciação racional era parâmetro para todas as coisas, numa atividade libertadora, voltada contra qualquer dogmatismo. Evidentemente, tal premissa revolucionária lhe causaria problemas, sobretudo no âmbito da igreja: em 1663, vários de seus livros foram colocados no Index. Razão alegada: a aplicação de exercícios metafísicos em assuntos religiosos. Discurso do método mostra por que Descartes – para quem "mente", "espírito", "alma" e "razão" significavam a mesma coisa – marcou indelevelmente a história do pensamento.

    Edições (17)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (3)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (180)Ver mais
    Doney Corteletti Stinguel picture
    Doney Corteletti Stinguel20/01/2014Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Lista de Livros: Discurso do método, de René Descartes

    “O bom senso é a coisa mais bem distribuída do mundo: pois cada um pensa estar tão bem provido dele, que mesmo aqueles mais difíceis de se satisfazerem com qualquer outra coisa não costumam desejar mais bom senso do que têm.” * “Nunca observei que através das discussões que se praticam nas escolas se haja descoberto alguma verdade que antes se ignorasse; pois, enquanto cada um procura vencer, esforça-se muito mais em fazer valer a verossimilhança do que em pesar as razões de uma e de outra parte; e os que foram por muito tempo bons advogados nem por isso são depois melhores juízes.” * Mais em:

    25 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 3323
    • 5 estrelas23%
    • 4 estrelas36%
    • 3 estrelas32%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas2%