Se “Qual a falta que nos move?” pudesse ser resumido em uma única linha, seria associada à letra de Blues da Piedade de Cazuza. Assim como sua música era uma ode aos excluídos e miseráveis, “Qual a falta que nos move” é a voz dos marginalizados, esquecidos e comuns. Divididos em seções como Amor, ficção, Cotidiano e Humano, demasiado humano, personagens que parecem não se conectar em uma primeira lida, se relacionam em ummundo no qual suas vozes são sufocadas e suas vidas anoitecidas. Sendo movidos apenas pela falta. Seja ela de afeto, atenção, direitos iguais, ou até mesmo arroz e feijão.

