Palavras que definem meus sentimentos nesse livro: incomodo, angustiante, autotortura,
Então estou a poucas páginas de “What happens after”, a pouco quando iniciei a leitura a sinopse não revela muito do que vem a frente. Entretanto o livro inicia com essa mulher de quarenta e nove anos, mãe, avó e uma vencedora de um câncer de mama em pedaços de ruina ao descobrir que seu marido aquele que era o seu melhor amigo e grande amor durante todos esses anos de casamento a havia traído com a melhor amiga do filho e também teria uma filha com ela. Nesse momento de sofrimento ela começa a questionar tudo, desde a questão de autoestima a como ela nunca percebeu nada o que estava acontecendo em seu casamento. O marido é claro pede perdão, ele o implora de joelhos. Entretanto como consertar algo que foi destruído?
Nessa temática a autora me enlouqueceu. Não sei dizer, mas para mim traição é um tema um tanto sensível... para deixar claro em não saber o porque desse medo e temor, eu nunca fui traída e nem meu pai ou mãe. Não tem porque isso me afetar tanto, mas sempre afeta. Por isso eu decidi escrever as minhas impressões do livro durante o livro e não após. Isso como uma forma de desabafo para evitar o enlouquecimento.
Eu queria dizer que estou indo em rumo a uma caminhada imparcial, mas eu já tomei as dores da Gwen. E agora a autora inicia um pov com a versão da amante, a Lisa. Então tenho medo do meu próprio julgamento.
“Todos nós temos uma escolha!” (Will fala para Lisa)
Tudo que indica é que a infância da Lisa não foi fácil, sendo como ela mesma diz filha de uma prostituta, e que ela se envolveu com o Will aos dezenove anos e quando ela se viu gravida ela partiu morar com a tia dela que acabou por criar a menina Willa como filha dela.
Eu acho que a única pessoa que eu quero odiar nesse momento é o Will, porque a Lisa era apenas uma menina de 19 anos. Ele era o adulto e tinha experiência de vida contra a imaturidade e desejo de ser amada dela.
“[...] segredos são como munição que podem ser usados para destruí-lo quando bem entenderem.”
E a autora me tirou do chão de novo, eita drama louco.
Então quando a Gwen tinha dezessete anos ela acabou de apaixonando pelo namorado da irmã e traindo ela. E ele se chama William. Surpresa!!!
E então a autora mistura os pontos de vista tanto da Lisa e da Gwen adolescente ... o que realmente vai te dando uma agonia, porque vamos ser sinceras, queremos o final do desenrolar desse louco drama.
Enquanto eu vou passando a historia delas, porque realmente tudo é sobre a Lisa e a Gwen, eu fico me questionando sobre decisões que tomamos na vida, e as consequências das mesmas. Porque quando as tomamos torcemos para que nada de errado, mas muitas das vezes sabemos que elas são erradas, então como poderiam dar certo? Será que aquele costumeiro ditado sobre ser humanos e as vezes ser fracos se encaixaria aqui.
Porque eu tenho que questionar tudo?(risos)
Um pensamento, o livro é basicamente flash back de duas garotas não muito diferente uma da outra, mas com vidas familiares e responsabilidades opostas apaixonadas pelo mesmo homem. Além que ambas não tem pais em suas vidas.
Acho que se o Will tivesse uma péssima aparência e voz ele não teria sido um perigo a essas duas meninas! Fato!
E tcharammmm um pov do Will!!! Porque meu Deus? Eu podia viver sem a versão dos fatos dele, porque eu realmente que continuar odiando ele, e não entrar em uma psicanalise do porque ele fez o que fez, e eu sei que irei analisar.
Foi bem irônico a Gwen já ter usado o nome de Lisa (risos nada iguais a risos).
Eu não entendo o porque, ou se tem um motivo ou sei lá... mas a autora fazer o passado delas e decisões ser contadas em mesmo tempo foi acertada. Porque me deixou tão confusa e triste.
E aqui esta o monstro que temos certas duvidas e medos quanto a sua existência, mas rezamos veemente para que não seja verdade. Somente aquelas mulheres que vivem com esse sentimento vão realmente entender, não poder ter o dom de trazer uma vida com o seu próprio corpo, não é algo que se deve desejar a ninguém, porque esse sempre será um sentimento de perda irreparável. Então quando mais uma peça cai sobre a historia da Gwen e do Will eu fiquei além de irritada, a Gwen sempre desejou crianças e uma família feliz, só que ela descobriu depois que não poderia dar a luz, entretanto mais tarde o pai do Will os ajuda com a adoção de uma criança, o Chris. E agora depois de todos os anos deles juntos o Will está nessa crise pelo fato de não ter um filho do sangue dele, para passar gerações. Eu achei cruel.
Cruel porque são sentimentos, e se há duvidas quando ao longo tempo, devemos deixar a outra pessoa partir, mesmo a amando, porque o custo de sonhos que não realizamos por causa de outra pessoa, cobra uma grande divida mais tarde. Esse seria o grande preço da felicidade. E mais cruel é com a Gwen porque ela nunca pode dar um filho de verdade para ele então, e sabendo que a Lisa foi a única a realizar esse sonho desconhecido, mas no fundo conhecido foi além de tudo que imagino. Eu fiquei além de triste por ela.
Will não sou capaz de ter respeito por você.
Então eu sabia que esse livro iria me levar a suprema loucura, mas eu fui metida e quis ler... porque traição me leva ao inferno ida e volta... agora estou eu aqui chorando em indecisão porque estou com medo de continuar a ler, quando falta pouco a terminar.
Acho que sentir-se vivo ganhou um novo significado para mim.
“[...] apaixonar pela minha família novamente.” ????? Alguém me de um tiro, se um homem tem que ter esse tipo de pensamento, esqueça porque acabou!
Meu maior choque é que o Chris sempre soube, guardar esse tipo de segredo nós mata e corrói a nossa alma, porque de certa forma sempre estaremos mentindo para pessoa que amamos.
E fim.
Eu sabia que iria chorar muito, mas eu não esperava por esse final tão inconclusivo. A verdade é que eu realmente odeio a Lisa, não por ela ter tido um caso com o Will e sim por ela não ter amadurecido nada com os anos, porque ela sabia o que era uma infância difícil. E quando ela ficou gravida cedo e por cima de um homem casado ela tinha direito de ficar em choque, mas após sete anos ela não ter se levantado por essa bela menina. Foi cruel da parte dela.
Gwen desde o primeiro momento eu tomei as suas dores, quando foi você que causou esse tipo de dor, foi igual e foi diferente? Talvez porque a todo momento você não queria magoar e nem perder a sua irmã. E porque eu tinha escolhido amar o seu personagem. Eu fiquei na verdade sem um final sobre a sua historia algo que me deixou perturbada.
William eu realmente acho que pela primeira vez, fora a todos os vilões que já odiei, eu realmente odiei um personagem. Porque como ele mesmo disse para a Lisa todos nós temos uma escolha. Quando ele traiu a Gia com a Gwen, ele não amava a Gwen o que não justifica, mas quando ele fez isso com a Gwen ele teve uma escolha, ele apenas decidiu pelo que ele precisava no momento. No final ele conseguiu o que ele mais desejava, eu apenas gostaria que ele tivesse ficado sem a Gwen, que ela tivesse seguido para longe e descoberto que temos mais de um amor na vida e o encontrado. Sonhos apenas sonhos.
O final decepcionou pela falta de um epilogo.
E eu não vejo a Gwen não se apaixonando por essa pequena menina.
Agora vamos aos pedaços do meu coração, eu sei que eu sou um pouco louca, mas a verdade é que hoje eu descobri algo que fortemente eu sabia que existia em mim. Eu nunca poderei perdoar algo assim, nunca. Porque a partir do momento que o meu coração é entregue a alguém é total, e acaso um dia eu me encante ou me atraia por outro homem, esse será o dia que eu irei me separar da pessoa que eu amo. Porque nada mais dói que o ser enganado. Ser humano e fraco não são desculpas.
Esse livro me destruí mais que aqueles que eu perco os meus personagens favoritos. Porque eu preciso aprender que até nas minhas fugas do mundo real a realidade me busca.
Eu estou em branco quanto se eu gostei do livro ou o odiei.