Ponte Aérea - Manual de Sobrevivência entre Rio e São Paulo

    Felipe Frisch

    Matrix
    2016
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-13: 9788582302279
    Português Brasileiro

    Ponte Aérea: Manual de sobrevivência entre Rio e São Paulo (Matrix Editora) é o divertido fruto de trabalho de pesquisa de Felipe Frisch, feito informalmente ao longo de 12 anos, vivendo entre Rio e São Paulo, inspirado nas pequenas manias e idiossincrasias das duas cidades, com anotações e checagens de informações praticamente diárias. Com o tempo, o autor passou a postar nas redes sociais cada curiosidade paulistana ou carioca que chamava atenção, e percebeu que a tão falada rivalidade fazia aflorar paixões, mostrando que, no fundo, estamos falando de uma história de amor bandido. “Percebi que o material poderia se transformar num livro com muito humor”, diz ele. Apesar do título, Ponte Aérea não tem a pretensão de ditar regras para quem deseja ter sucesso profissional, pessoal ou sexual em qualquer uma das duas cidades, mas joga luz, com humor, sobre as características mais interessantes, e também as mais irritantes, de cariocas e paulistanos, incluindo dois extensos dicionários de expressões típicas do carioquês e do paulistanês. Exemplos: Dicionário carioquês Barraca: o que os cariocas usam na praia. Pode ser chamada pelo nome completo, “barraca de praia”, embora seja apenas um tecido redondo esticado sobre um pau de madeira, com algumas hastes de metal enferrujado. Paulistanos que ouvem a expressão pela primeira vez acham que o carioca que a pronunciou está indo acampar. Dica para os amigos paulistanos em visita ao Rio: se você pedir um “guarda-sol” quando chegar na areia, pagará pelo menos três vezes o valor a ser despendido se conseguir falar “barraca” espontaneamente com a malemolência carioca. Dicionário paulistês Periferia ou perifa: São Paulo não tem subúrbio, tem periferia, ou “perifa”, que é onde moram os “suburbanos” de SP (afinal, ninguém é chamado de “periférico”). Perifa é qualquer lugar longe (a mais de duas horas de trânsito) do Centro ou da Avenida Paulista, basicamente nos limites pobres da cidade. Isso, se não tiver dinheiro, claro. Se tiver dinheiro, o bairro muda de nome, e o sujeito deixa de dizer que mora no Tatuapé para falar que vive no Jardim Anália Franco, por exemplo. No fim, o livro ainda responde à grande pergunta: qual cidade é melhor e mais amada pelos brasileiros?

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    Lineu17/06/2018Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Engraçado

    O autor morou nas duas cidades e faz comparações interessantes das diferenças entre as gírias das duas capitais. Leitura leve e ligeira.

    1 curtida

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