A canção no tempo (Todos os Cantos #2) - 85 anos de músicas brasileiras (Vol. 2: 1958-1985)

    Jairo Severiano, Zuza Homem de Mello

    34
    2015
    408 páginas
    13h 36m
    ISBN-13: 9788573266146
    Português Brasileiro

    A canção no tempo apresenta a história de nossa música popular por meio de suas composições mais representativas. Este segundo volume começa com o surgimento da bossa nova, em 1958, e se estende até 1985, passando por movimentos como a Jovem Guarda e o tropicalismo. No período se consagraram os grandes nomes da moderna MPB: Tom, Vinicius e João Gilberto (a santíssima trindade da bossa nova); Edu Lobo, Elis, Chico Buarque, Nara, Caetano, Gil, Bethânia, Gal, Milton Nascimento e Paulinho da Viola (surgidos na era dos festivais); Roberto e Erasmo Carlos (egressos da Jovem Guarda); Cartola e Nelson Cavaquinho (velhos sambistas redescobertos); e uma vertente mais pop que inclui Jorge Ben, Mutantes, Novos Baianos, Tim Maia, Raul Seixas, chegando até Renato Russo e Cazuza. Esta edição, revista e ampliada, traz 30 novas composições em destaque, totalizando 341 canções comentadas no volume.

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    Luis Eduardo Souza Costa02/11/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A outra Era de ouro da MPB.

    É estranho que a maioria dos pesquisadores carimbe no período que abrange o começo século XX até 1957, notadamente o espaço de tempo enfocado no primeiro volume dessa obra fundamental, o rótulo de "era de ouro" da MPB. Essa classificação deveria se estender no mínimo até o fim dos anos 70, é o que mostra o volume 02 de "A canção no Tempo". A partir de 1958, com o advento da Bossa nova, saem os vozeirões privilegiados e os temas grandiloquentes, dramáticos ou profundamente populares (caso do samba e do seu "primo", o samba canção) e entram as interpretações contidas , susssurradas ou coloquiais, cantando temas mais amenos e solares. Essa transição culminou com o desenvolvimento de outros movimentos (Jovem Guarda, Tropicália), fomentados pela febre dos festivais, que acabaram formatando a diversidade espantosa da nossa música. Em um espaço de duas décadas, surgiriam artistas que revolucionariam a MPB : Roberto Cralos, Erasmo Carlos, Chico, Caetano, Gil, Bethânia, Elis, Raul Seixas, Mutantes, Paulinho da Viola. Como deixar essa turma de fora de uma suposta época de ouro ? Zuza Homem de Mello e Jairo Severiano contam bem essa história.

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