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    En attendant Godot -

    Samuel Beckett

    Minuit
    1952
    164 páginas
    5h 28m
    ISBN-13: 9782707301482
    4.2
    37 avaliações
    Leram66Lendo2Querem13Relendo0Abandonos4Resenhas4
    Favoritos5Desejados13Avaliaram37
    Resenhas (4)Ver mais
    ary santos picture
    ary santos15/03/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Primeira peça!!!

    Eu achei tudo muito interessante, mas também um pouco cansativo porque foi a minha primeira peça de teatro e ela é muito repetitiva as vezes. Eu acho que eles falaram que eles estão esperando o Godot umas 30 vezes na peça inteira. E eu não estava entendendo muito bem o fato deles esquecerem o que aconteceu no dia anterior. Então, eu no começo teve um pouco de confusão e repetição demais, mas foi super legal ler. Eu gostei demais e eu estou muito orgulhosa que eu não dropei no meio do caminho. Foi tão simples mas cheio de significados!!! Ela traz uma reflexão profunda sobre a existência humana, a religião e a inércia diante da vida. A peça acompanha Vladimir e Estragon, que esperam incessantemente por um tal Godot, que nunca aparece. Para mim, Godot representa Deus, enquanto o menino, mensageiro de sua chegada, reforça a ilusão da espera. Pozzo e Lucky simbolizam a relação de autoridade e submissão, como líderes religiosos que se colocam acima dos fiéis, que obedecem sem questionar. Além da crítica à religião, a peça expõe a passividade humana—esperamos que algo aconteça sem fazer nada para que aconteça. Beckett nos joga em um ciclo de repetição e vazio, onde a esperança é, ao mesmo tempo, o que sustenta os personagens e o que os aprisiona. No fim, fica a pergunta: estamos esperando por algo que nunca virá?

    4 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 37
    • 5 estrelas41%
    • 4 estrelas41%
    • 3 estrelas19%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Samuel Beckett profile picture

    Samuel Beckett

    Samuel Beckett é considerado um dos principais autores do século 20. Sua obra foi traduzida para mais de trinta idiomas. Beckett nasceu numa família burguesa e protestante, e em 1927 graduou-se em literatura no Trinity College de Dublin, onde estudou também italiano e francês. Em 1928, foi lecionar em Paris, onde conheceu James Joyce, de quem se tornou amigo. Durante o ano de 1930 Beckett lecionou na Irlanda. Nessa época escreveu o estudo crítico "Proust", comentando a obra do grande escritor francês. No ano seguinte Samuel Beckett fixou residência em Paris e escreveu a sua primeira novela, "Dream of Fair to Middling Women", que seria publicada somente depois de sua morte. Em 1933, voltou a Dublin, por motivos familiares, mas retornou a Paris em 1938. Nessa época, levou, de um estranho, uma facada no peito e ficou gravemente ferido. No início da Segunda Guerra Mundial, Beckett vinculou-se à Resistência Francesa, juntamente com sua esposa, Suzanne Deschevaux-Dusmenoil. Em 1942 foi obrigado a fugir para Vichy, onde escreveu parte da novela "Watt". A partir de 1945, o seu idioma literário passou a ser o francês. Entre 1951 e 1953 escreveu uma trilogia ("Molloy", "Malone Morre" e "L'Innommable"), cujo tema é a solidão do homem. Com "Esperando Godot", Beckett iniciou, ao mesmo tempo que Ionesco, o teatro do absurdo. Posteriormente ainda escreveu, além de algumas obras narrativas, diversas peças teatrais, como "Fim de Festa", "Ato sem Palavras" e "Os Dias Felizes". Em 1969, Beckett ganhou o Prêmio Nobel de Literatura. Durante a vida escreveu poemas e textos em prosa, como romances, novelas, contos e ensaios, além de textos para o teatro, o cinema, o rádio e a televisão. Samuel Beckett morreu em 1989, cinco meses depois de sua esposa. Foi enterrado no cemitério de Montparnasse.

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    Samuel Beckett