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    A Máquina de caminhar -

    Cristovão Tezza

    Record
    2016
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9788501104694
    Português Brasileiro
    3.7
    32 avaliações
    Leram43Lendo2Querem35Relendo0Abandonos0Resenhas11
    Favoritos1Desejados35Avaliaram32

    Por mais de seis anos, Cristovão Tezza assinou uma coluna de crônicas no jornal paranaense Gazeta do Povo, revelando a seus leitores uma nova faceta, a de observador fino e bem-humorado do cotidiano. Segundo livro saído da contribuição desse cronista tardio às páginas do jornal, A máquina de caminhar reúne 64 crônicas, selecionadas por Christian Schwartz e ilustradas por Benett, que comprovam a maestria do autor em extrair do circunstancial e do provisório pequenas pérolas literárias. Completa esta coletânea um saboroso ensaio sobre a crônica, com a marca do humor, em que Tezza faz uma brilhante análise de dois exemplos da pena de nosso maior prosador, Machado de Assis. A partir deles, procura definir as marcas deste gênero brasileiríssimo ao qual se dedicou de maneira quase acidental e de que este livro é uma bela amostra.

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    Resenhas (11)Ver mais
    Ingrid Muguerza Prá picture
    Ingrid Muguerza Prá22/04/2021Resenhou um livro
    2.5 (Razoável)

    Chatinho e arrastado. Demorei bastante para finalizar a leitura - mesmo que ele não precise ser lido de um só fôlego, pois se tratam de crônicas - e foram poucas as crônicas que gostei. É também meu primeiro contato com Cristovão Tezza no meio da literatura. Dele, sempre li entrevistas, matérias e etc. E mesmo não gostando dessa coletânea (que parecia interminável), não morreu a curiosidade por ler outros livros do autor, afinal, as crônicas que mais gostei foram justamente as mais ficcionais.

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.7 / 32
    • 5 estrelas13%
    • 4 estrelas47%
    • 3 estrelas41%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Cristovão Tezza profile picture

    Cristovão Tezza

    Embora tenha nascido em Lages, Cristovão Tezza mudou-se para Curitiba, no Paraná, com dez anos de idade. Esta cidade é cenário de boa parte de sua literatura, em que personagens visitam ruas e pontos turísticos. Tezza fez teatro, foi da marinha mercante, trabalhador ilegal na Europa e ainda relojoeiro. Já era escritor bem jovem: aos treze anos criou seu primeiro livro, designado por ele mesmo como “muito ruim”. Publicou dez romances. Uma das marcas de seu texto é a presença de mais de um narrador: em "Trapo", por exemplo, vemos a história do ponto de vista do professor Manoel, que estuda o poeta Trapo, e paralelamente do ponto de vista do poeta, através de seus poemas. Em 2003, Tezza publicou um ensaio sobre Mikhail Bakhtin, que era, na verdade, sua tese de doutorado. Doutor em Literatura Brasileira, Tezza é professor de Linguística na Universidade Federal do Paraná. Em algumas declarações ele afirma que “só uns quatro ou cinco escritores brasileiros poderiam viver só dos livros”, e por esse motivo é professor. Ganhou o prêmio da Academia Brasileira de Letras de melhor romance brasileiro de 2004, pelo seu livro “O fotógrafo”. Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.

    47 Livros
    127 Seguidores
    Santa Catarina, Brasil

    Cristovão Tezza