Batman Eterno #52 (Batman Eterno) - O Fim

    DC Comics

    Panini
    2016
    44 páginas
    1h 28m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Lincoln March está de volta e disposto a acabar não só com a vida de seu suposto irmão Bruce Wayne, mas também com toda e qualquer lembrança que Gotham City possa ter do Batman! Termina este mês o épico que jogou o Homem-Morcego em uma espiral de caos poucas vezes vista. E, claro, nada mais será como antes!

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    Luciano Luíz dos Santos08/04/2016Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    É comum ver os leitores afirmarem que os melhores quadrinhos são sempre os de 10, 20, 30, 40 anos atrás... Ou que as HQs dos anos 90 eram estranhas e ruins. Ué, se fossem, não tinha tanta gente pedindo que para serem relançados... Pra mim os gibis realmente começaram a ficar foda a partir de 1980. Antes, DC e Marvel eram bobinhas demais. Como séries de TV que mesmo tendo pancadas, era necessário ter piadinhas. Mas, depois de 80, muito mudou. E não apenas com relação a ter roteiros (infinitamente) superiores, mas com desenhos de alto nível e depois de 90 (com a saída duma turma da Marvel que fundou a Image) finalmente pinturas digitais... Os quadrinhos estão em constante evolução em todos os sentidos. Mas, um dos personagens lendários é o Batman. Assim que ele fez 75 anos, a DC iniciou uma saga (o pessoal chama de arco...), ou uma série se preferir, intitulada, BATMAN ETERNO. O mais interessante é que os 52 capítulos (53 com a edição zero) foram lançados semanalmente nos EUA em edições fininhas (nada de novo por lá, já que as revistas são mesmo finas, mas desta vez teve a diferença de ser semanal, quando por lá essas edições são mensais). Aqui no Brasil ocorreu o mesmo. 28 páginas (22 de quadrinhos, as outras seis são capas e páginas com resumo do capítulo anterior, próximo capítulo e editorial. Mas a edição 52 saiu com um total de 44 páginas). E claro, teve quem não gostou do formato, mas foi uma boa sacada a Panini ter feito como o original. Alguns disseram que o ideal era publicar em encadernados com capa cartão com vários capítulos, e assim, ficaria mais barato e rápido para acompanhar. Mas vale lembrar que quando saiu por aqui, ainda não havia terminado na terra do tio Sam. Como são 53 edições, teve diversos desenhistas, arte-finalistas e coloristas. Um roteirista principal e outros mais que foram engrandecendo a estória (ou história se você preferir ou não saber a diferença entre as palavras). Os desenhos então ficaram em sua maioria ótimos, mas teve uns dois episódios que são uma merda com traços feios de doer. Já com relação ao enredo, foi bom. O comissário Gordon está no metrô, correndo atrás de um bandido, e então dá um tiro que acerta uma caixa com componentes elétricos. O curto acaba gerando uma puta explosão e centenas de pessoas morrem. O comissário é preso e então a trama começa para saber quem fez aquilo. Pois as câmeras do subsolo não mostram ninguém mais além de Gordon atirando sozinho. A saga empolga. Tem muitas reviravoltas, ainda mais com relação a se descobrir quem é o responsável pela tragédia. Ao longo da aventura, diversos vilões se consideram o verdadeiro monstro que quer destruir Gordon e Gotham, que como sempre, está mergulhada no caos da corrupção (e destruição de todas as formas físicas). E claro, o maior detetive do mundo se vê praticamente tomado pela selvageria, a loucura, o desespero em meio a tudo que o faz não apenas perambular nos pontos mais obscuros da cidade, mas também em outros lugares pelo mundo (inclusive tem até o Brasil, com mato, favela e o Cristo Redentor... Pelo visto só olham isso pelo buscador do Google...). Vi que muita gente reclamou, como sempre, dizendo que Batman Eterno é ruim. Olha, eu gostei, achei que ficou uma beleza. O desenvolvimento com tantos personagens cativa e faz o leitor (eu pelo menos) querer saber como será no próximo capítulo. É provável que daqui 10, 20 anos, Batman Eterno seja chamado de clássico. Afinal, é o que ocorre na maioria dos quadrinhos que não são compreendidos em sua época. Uma pena. E claro, a Panini vai relançar em encadernados no futuro. Talvez com capa cartonada ou dura. Mas eu não vou adquirir, pelo fato de que as 53 edições foram impressas com papel LWC. E por isso já valeu a aquisição. Batman Eterno tem apenas um ponto negativo com relação ao enredo. Algumas partes continuam na revista mensal, como a destruição do Asilo Arkham. E para minha infelicidade eu não acompanho a edição mensal, então não sei como ficou a galera que foi transferida pra mansão Wayne... Mas fora isso, todo o restante da estória tem tem poucas referências de outras edições (recentes e antigas). Tem altos e baixos (como os chamados clássicos), mas felizmente são muito mais altos que baixos. Batman Eterno compensa a leitura. Ainda é fácil de achar todas as edições. Corre que vale a pena. Nota: 10 L. L. Santos

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