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    Que horas ela vai? - o diário da agonia de Dilma

    Guilherme Fiuza

    Record
    2016
    96 páginas
    3h 12m
    ISBN-13: 9788501072733
    Português Brasileiro
    3.8
    20 avaliações
    Leram31Lendo2Querem26Relendo0Abandonos1Resenhas5
    Favoritos1Desejados26Avaliaram20

    Um país em contagem regressiva. Foi o que virou o Brasil depois da reeleição de Dilma Rousseff, segundo o olhar de Guilherme Fiuza. Neste Que horas ela vai?, o autor apresenta um roteiro ofegante de um dos períodos mais dramáticos da história recente: o país em queda livre nas mãos de uma presidente paralisada. Neste diário da agonia da presidente, o autor mostra sua faceta de frasista sarcástico, contemplando cada fato escabroso com um comentário curto, fulminante e, não raro, hilariante. O livro é organizado em verbetes (dispostos em ordem alfabética) para facilitar a localização dos escândalos, farsas e meliantes.

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    Felipe Pavão picture
    Felipe Pavão09/07/2023Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Será que ela foi?

    Trata-se de uma coletânea de pequenos comentários do autor a notícias relacionadas à então presidentA - da sua reeleição ao início do processo de impedimento. Relembramos aqui os nomes dos "figurões" - hoje esquecidos - que estampavam as manchetes dos jornais devido aos escândalos de corrupção da época: João Vaccari Neto, Alberto Youssef, Erenice Guerra, Antonio Palocci, Edinho Silva e Delcídio do Amaral. Os comentários são repletos de uma ironia mordaz e, por vezes, de uma fina inteligência. Confesso, no entanto, que não é das leituras mais enriquecedoras: por serem compostos de reações do autor aos acontecimentos da época, carecem de uma análise mais profunda, além de exigirem a boa memória de alguém que acompanhou energicamente todas as notícias referidas pelo mesmo (o que não é o meu caso). No país no qual "a corrupção é uma senhora idosa", falar em desvios de dinheiro público parece ser como "chover no molhado" - ou, como "estocar vento" (para os mais adeptos ao dilmês). Se o brasileiro aprendeu alguma coisa com tudo isso eu não sei, mas, dadas as escolhas atuais, espero que não reclamem com o papai noel caso o presente não venha: "quem mandou confiar num cara de vermelho e barba branca que diz defender os pobres?".

    33 curtidas

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    Guilherme Fiuza profile picture

    Guilherme Fiuza

    É um jornalista e escritor brasileiro. Iniciou a carreira em 1987, no Jornal do Brasil. Entre outras redações, trabalhou também em O Globo, do qual é hoje articulista. Escreve também sobre política para a revista Época. Na carreira literária, se destacou com o livro Meu nome não é Johnny, que trata da história real de João Estrella, um jovem de classe média alta do Rio de Janeiro que se torna traficante internacional de cocaína nos anos 1990. O livro recebeu uma adaptação para o cinema, protagonizada por Selton Mello (que interpreta João Estrella) e se tornou a maior bilheteria do cinema nacional em 2008. Com Mauro Lima (diretor do filme) e Mariza Leão (produtora), Guilherme Fiuza levou em 2009 o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro na categoria Melhor Roteiro Adaptado.

    12 Livros
    21 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    Guilherme Fiuza