Raising Steam (Discworld #40) - A Discworld Novel

    Terry Pratchett

    Corgi
    2014
    480 páginas
    16h 0m
    ISBN-13: 9780552170468

    It’s all change for Moist von Lipwig, swindler, conman, and (naturally) head of the Royal Bank and Post Office. A steaming, clanging new invention, driven by Dick Simnel, the man with t’flat cap and t’sliding rule, is drawing astonished crowds - including a few particularly keen young men armed with notepads and very sensible rainwear – and suddenly it’s a matter of national importance that the trains run on time. Moist does not enjoy hard work. His . . .vital input at the bank and post office consists mainly of words, which are not that heavy. Or greasy. And it certainly doesn’t involve rickety bridges, runaway cheeses or a fat controller with knuckledusters. What he does enjoy is being alive, which may not be a perk of running the new railway. Because, of course, some people have OBJECTIONS, and they’ll go to extremes to stop locomotion in its tracks.

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    Luciana Darce28/01/2015Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Raising Steam é o quadragésimo volume da série Discworld e o terceiro a girar em torno da figura do ex-estelionatário transformado em extraordinário homem do Estado, Moist von Lipwig – que após ter reestruturado os Correios de Ankh-Morpork em Going Postal, e todo o sistema bancário em Making Money, agora será o representante do governo no nascente desenvolvimento de uma empresa de transportes baseada em trens a vapor. O livro retoma o plot que existe por trás de A Magia de Holy Wood e Soul Music, onde idéias e conceitos diferentes ‘viajam’ pelo universo até encontrar mentes abertas que os possam compreender e trazer para o mundo. Foi assim com o cinema, com o rock’n’roll e é assim agora com o maquinário a vapor. Além de falar sobre questões de progresso, controle estatal, investimentos privados e expansão territorial, Raising Steam também traz debates sobre governo, terrorismo e gênero, centrados na figura dos fundamentalistas anões que não aceitam os acordos que trouxeram paz entre seu povo e os trolls em Thud!, nem os avanços tecnológicos representados pelas claques (que permitem a comunicação à distância através de torres que são um misto de código morse com internet) e pelo próprio sistema ferroviário, os quais eles enxergam como uma ameaça às suas tradições. É sempre curioso observar o quanto Pratchett consegue trazer do nosso mundo para o fantástico universo do Disco – e o quão verdadeiro esse mundo de fantasia se revela em todas as suas idiossincrasias. Ao longo das últimas três décadas, Discworld cresceu não apenas em número de volumes, mas também da evolução de seus personagens, na debate de questões ético-filosóficas e na idéia de que progresso tecnológico e social andam lado a lado e que ambos são necessários para que a civilização se desenvolva. Raising Steam não é o melhor livro da série – para quem acompanha Pratchett a um tão longo tempo, é perceptível um cansaço, uma dificuldade e repetição em certas partes. Mas é uma comprovação de sua genialidade que ainda que não esteja no seu habitual ritmo (levemos em consideração o Alzheimer – e cá entre nós, toda vez que me lembro desse detalhe sinto vontade de chorar...), o cara de chapéu continua a ser melhor do que muita coisa que encontramos pelas estantes das livrarias por aí. Ele rende boas risadas e muita reflexão e nunca seu universo medieval foi tão atual quanto no nosso cenário de preconceito e fundamentalismo religioso.

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