Primeiro romance de José Lins do Rego, publicado após o término do ciclo da cana-de-açúcar; História banal transcorrida num ambiente interiorano bastante bucólico, narrada e protagonizada por Lourenço de Melo, personagem bastante atormentado e que acredita trazer consigo o germe lúgubre da morte, devido as perdas prematuras e dolorosas da mãe e da irmã por tuberculose e a do pai devido a problemas cardíacos.
O personagem é bastante introspectivos e por alguns momentos me lembrei de Carlos de Melo, personagem principal dos três romances iniciais do ciclo da cana-de-açúcar, principalmente pela covardia e pelo mal que ele acarreta na vida dos que estão a sua volta, como se ele fosse um ser carregado de mau agouro e que traz consigo a morte e o sofrimento aqueles que o cercam, seja pela morte de seus familiares e pela quase semi-escravidão de sua criada Felismina, e das pessoas de pureza, pequena localidade na qual Lourenço foi buscar retiro para recuperar as forças devido a sua fraqueza.
Um dos pontos fortes do romance é a bela descrição dos cenários, e a crítica social já contida nos romances anteriores, a forma desumana em que os pobres vivem sendo tratados como se fossem animais pelos grandes proprietários de terra, e da falta de perspectivas das mulheres de buscar um futuro diferente que não seja o casamento arranjado, no fim esse é o ponto mais elevado do romance a denuncia a esse provincianismo arraigado no nordeste, como se estivesse parado no tempo.