Este volume reúne as edições 51 a 56 de Swamp Thing, e inclui as clássicas histórias O Jardim das Delícias Terrenas e Meu Paraíso Azul, bem como um texto introdutório de Stephen Bissette.
A Saga do Monstro do Pântano - Livro Cinco -
Alan Moore, Rick Veitch, John Totleben, Alfredo Alcala
Edições (1)
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O quinto volume da saga apresenta uma mudança drástica de abordagem para as aventuras do Monstro do Pântano. O terror, que vinha dando o tom da série desde o primeiro livro, é substituído pela ficção (ou fantasia) científica, área na qual Moore explora todas as possibilidades imaginativas que não tiveram espaço nos volumes anteriores. Essa transição, contudo, não ocorre de forma brusca ou despropositada, mas como consequência gradual da característica mais humana do Monstro: seus sentimentos. Por isso não é exagero afirmar que este é o volume mais emotivo da saga, aquele que explora profundamente o lado dramático da relação dele com Abby e os transtornos decorrentes disso. Enquanto o Monstro integrava a força de combate às trevas primordiais que emergiram com a Crise, Abby teve de enfrentar um perrengue mais pessoal, mas não menos preocupante: a exposição pública e midiática de sua relação "ilícita" com um "ser não-humano". Perseguida pelas autoridades, ela acaba presa em Gotham City, cenário onde o Monstro exibe sua fúria e onde uma tragédia o aguarda. Aqui a perspectiva subversiva de Alan Moore alcança o ápice com "O jardim das delícias terrenas": determinado a devastar a cidade, caso sua amada não seja libertada, o Monstro não apela aos clichês vilanescos, tipo derrubar prédios ou manter civis como reféns. Nada disso; aqui ele mostra como destruir uma cidade de forma 100% sustentável e ecológica. Depois do inevitável confronto com o Batman (humilhante para o Homem-Morcego) ocorre uma momentânea conciliação com as autoridades e é aí que acontece a reviravolta trágica que, na falta de uma expressão melhor, "cospe" o Monstro no espaço. Nas mãos de um roteirista inepto, este seria um beco sem saída narrativo, mas Moore consegue transformar o aparentemente insolúvel em trampolim para novos rumos criativos. Incapaz de voltar à Terra, o Monstro fica à deriva, fazendo "escalas" em planetas distantes (não pude deixar de pensar em "O pequeno príncipe") e pondo em prática a totalidade dos poderes cujo conhecimento ele obteve com o Parlamento das Árvores. Essa fase de exílio cósmico é coroada aqui com a narrativa textual e visual de "Meu paraíso azul". Comparável a "Rito de primavera" por seu lirismo e beleza, esta história sintetiza perfeitamente o tom emotivo explorado até então. Trata-se de uma memorável reflexão sobre solidão, amores frustrados, dor, tristeza... e ira.
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