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    Diário de Andrés Fava -

    Julio Cortázar

    Civilização Brasileira
    2016
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-10: 8520012922
    Português Brasileiro
    3.7
    30 avaliações
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    O ponto de partida para o melhor Cortázar, com seus símbolos e enigmas Diário de Andrés Fava é composto de pequenas observações, anedotas, relatos brevíssimos, citações, diálogos, formando o que o próprio autor mais tarde chamaria de miscelânea como ele denominava livros como Histórias de cronópios e de famas, A volta ao dia em 80 mundos e Um tal Lucas. Foi escrito em Buenos Aires em 1950, concebido como parte do romance El examen, no qual o intelectual portenho Andrés Fava é personagem. Diário é, também, o ponto de partida para o melhor Cortázar, com seus símbolos e enigmas, os mesmos que fizeram do autor de O jogo da amarelinha um poeta em que a metáfora conviveu sempre com uma imaginação radical, imensa paixão literária e irreverente bom humor. Quem conhece a obra de Cortázar reconhecerá neste livro as questões que o atormentaram até a morte, os autores que o ajudaram a esclarecê-las e, sobretudo, seu estilo original e inconfundível, que salta do grave ao cômico, do anedótico ao reflexivo, com a desenvoltura de um improviso jazzístico, multiplicando surpresas que iluminam ao mesmo tempo a literatura e a vida.

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    Maria Lygia Alexandre Correia25/10/2016Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Num diário de vida, não se contam as mortes.

    Por se tratar de um diário, há muitos devaneios e somos levados pela mente do eu-lírico. Entramos em mundo cheio de ideias que fluem a todo instante, diferentes imagens que se chocam e causam êxtase no leitor. Há resenhas e críticas a livros que o narrador leu, filmes que viu. Há citações de escritores que Cortázar admira e de quem obteve influencia para seus escritos. Há muitas referencias a poemas e trechos de livros antigos, alguns dos quais nem foram publicados no Brasil. Há períodos em que o leitor se perde em meio a dor e sofrimento do eu-lírico. Muitas passagens em que nos identificamos com a agonia e cólera do personagem. Somos bombardeados com frases vindas do âmago do autor, seus pensamentos mais profundos. Entramos em um universo, que muitas vezes não somos capazes de identificar o que está acontecendo. Somos levados a ler até que algo faça sentido e retomemos o fio da meada. Para quem não leu o romance do qual este diário se originou, fica ainda mais difícil. E principalmente para quem não se foca nos detalhes, se perder é bem fácil. Texto escrito exclusivamente para o blog O Casulo das Letras, para ler na íntegra, com imagens e citações da obra acesse o blog.

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    Jules Florencio Cortázar

    Belga de pais argentinos, nasceu na embaixada da Argentina em Ixelles, distrito de Bruxelas, na Bélgica, e voltou a sua terra natal aos quatro anos de idade. É considerado um dos autores mais inovadores e originais de seu tempo, mestre do conto curto e da prosa poética, comparável a Jorge Luis Borges e Edgar Allan Poe. Foi o criador de novelas que inauguraram uma nova forma de fazer literatura na América Latina, rompendo os moldes clássicos mediante narrações que escapam da linearidade temporal e onde os personagens adquirem autonomia e profundidade psicológica inéditas. Seu livro mais conhecido é Rayuela (O Jogo da Amarelinha), de 1963, que permite várias leituras orientadas pelo próprio autor.

    123 Livros
    458 Seguidores

    Jules Florencio Cortázar