Apologia a metafisica
Neste livro do filosofo francês Louis Althusser, há um debate em continuação com sua velha leitura estruturalista do marxismo, onde a estrutura seria algo que orienta o desenvolvimento de forma alheia aos sujeito. De tal modo que, apesar da possibilidade de compreendermos a realidade, não podemos realizar previsões sobre o real. Caindo nessa argumentação, Althusser flerta com a corrente niilista e se torna o representante materialista, cientificista diga-se de passagem, dessa forma irreconciliável entre a compreensão do real, do social e a ação politica. Se Althusser estiver certa, o que desconfio que não está, não seria possível nem a organização politica ou muito menos o evento revolucionário. O simples fato de que houveram desenvolvimentos nacionais que se ampararam em projetos anteriormente desenvolvidos na teoria, por si só demonstra a invalidade argumentativa deste que para mim foi a maior aberração teórica desenvolvida sobre as sombras de uma tentativa de marxismo. Althusser, pelo menos para mim, sempre será o exemplo mais atrasado do que é o marxismo na filosofia, e não é atoa que seus discípulos contemporâneos hoje não conseguem romper a barreira do imobilismo pós-moderno e irracionalista.

